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Alijó:Familiares de homem que morreu ameaçam INEM com processo por demora na assistência, instituto contradiz

Alijó, 23 Jan (Lusa) - Os familiares do homem que morreu em Castedo, Alijó, ameaçaram hoje mover um processo ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por demora "excessiva" na assistência ao seu familiar.

Lusa
17:11 Quarta-feira, 23 de Jan de 2008
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Alijó, 23 Jan (Lusa) - Os familiares do homem que morreu em Castedo, Alijó, ameaçaram hoje mover um processo ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) por demora "excessiva" na assistência ao seu familiar.

Esta acusação é "veementemente" refutada pelo INEM.

António Moreira, 44 anos, faleceu na madrugada de terça-feira, na sua casa em Castedo do Douro, concelho de Alijó, depois de uma queda, em que terá batido com a cabeça, e que o terá deixado a sangrar.

A casa da vítima fica a cerca de 60 quilómetros do Hospital de Vila Real e a nove quilómetros da sede do concelho, cujo serviço nocturno do SAP foi encerrado a 27 de Dezembro.

A família acusa o INEM sustentando que a viatura médica de emergência e reanimação (VMER) só chegou à aldeia "duas horas depois do pedido de ajuda", versão que é "veementemente" refutada pelo INEM.

Manuel Lopes, cunhado da vítima, afirmou à Lusa que a chamada para o 112 foi feita "às 03:30" e que a VMER de Vila Real apenas chegou à aldeia "duas horas depois".

O familiar lamentou a morte do cunhado "por falta de assistência do INEM" e ameaça avançar com um processo judicial contra aquele instituto de emergência médica

Contactada pela Lusa, fonte do INEM referiu que o pedido de socorro foi feito por volta das "03:40" e que, logo nesse primeiro contacto, a família já avançava que o homem estaria morto.

Na gravação daquela chamada telefónica, a que a Lusa teve acesso, o irmão do falecido afirmava que este já se encontrava morto, que sangrava pela boca e que já não respirava.

O INEM accionou os bombeiros de Favaios, através de uma chamada feita às "03:51" - que demorou perto de oito minutos - ao mesmo tempo que solicitava os serviços da VMER de Vila Real.

Por falta de tripulação dos bombeiros de Favaios, já que o motorista se encontrava de serviço sozinho, o INEM teve que chamar os soldados da paz de Alijó, que também só tinham um elemento na corporação.

O comandante dos bombeiros de Alijó, António Fontinha, referiu que a sua corporação recebeu a chamada às "04:01" e que chegou a Castedo às "04:15".

Este responsável explicou que, apesar de só um funcionário se encontrar na corporação durante a noite, os outros elementos estão ao serviço de chamada e que são accionados em "segundos".

A Lusa contactou o comandante dos bombeiros de Favaios que se limitou a confirmar a hora do contacto efectuado pelo INEM.

António Fontinha realçou as dificuldades de circulação nas estradas, devido às condições meteorológicas nomeadamente o nevoeiro intenso, as mesmas condições que, segundo o INEM, condicionaram também a chegada da VMER a Castedo.

A viatura de emergência demorou, segundo o INEM, "40 minutos a chegar" e, segundo António Fontinha, "50 minutos" até chegar perto da vítima, tendo apenas confirmado o óbito.

Pelo segundo dia consecutivo, os distritos de Vila Real e Bragança estão sob alerta amarelo, o segundo de uma escala de quatro, devido a nevoeiro persistente.

PLI.

Lusa/Fim

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Profissionalizem o PRÉ-HOSPITALAR!
PedroLeal (seguir utilizador), 1 ponto , 19:48 | Sexta-feira, 25 de Jan de 2008
Bom... arrepia... Pior, envergonha... Basta de "Heróis" de fachada, sem preparação, sem cultura, sem formação e sem BOM SENSO! Vejamos: um doente CRITICO inicia-se após o Acidente ou Incidente! Não se inicia na admissão de uma unidade Hospitalar! Assim, não fará TODO o sentido entregar a Emergência Pré-Hospitalar a PROFISSIONAIS de saúde, que garantam uma assistência eficaz à vitima? É uma vergonha ver que existem ENFERMEIROS no desempregro, quando estes profissionais têm conhecimentos técnicos e cientificos de URGENCIA e EMERGENCIA na sua formação de base (como se poderá confirmar em qualquer plano curricular das Licenciaturas, colocadas on-line pelas instituições)... BASTAVA DAR-LHES TREINO... Se assim continuar, muita gente vai morrer... ou morrendo... Porque os herois da ambulancia não estão no quartel (porque são VOLUNTÁRIOS e como tal não têm obrigações nenhumas!), ou quando estão... meu deus... Qual a preparação destes individuos? Enquanto cidadão, faço um pedido:

PROFISSIONALIZEM O PRÉ-HOSPITALAR!

Bem haja à tentativa do INEM de dar cobertura a nivel nacional de meios formados e treinados pela própria instituição...

Agora, PROCESSAR QUEM? O Inem? Eu apostaria mais no LOUVOR à operadora do CODU, pela paciencia, profissionalismo e pela calma com que lidou com esta situação... Se calhar a familia até conhece o comandante dos bombeiros da corporação em questão... digo eu...

Saudações!

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