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Mário Lino e a mudança de opinião sobre a margem Sul

"Teria sido burrice não considerar Alcochete"

O ministro das Obras Públicas assume sem complexos que mudou de opinião quanto à localização do novo aeroporto. E explica porquê.

Cristina Figueiredo
0:00 Sábado, 12 de Jan de 2008
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Mário Lino: "A minha carreira já acabou e estou muito satisfeito com a vida"
Mário Lino: "A minha carreira já acabou e estou muito satisfeito com a vida"
Jorge Simão

Revê-se no adágio "nunca digas nunca"?
A questão não é dizer nunca. Mas ter alternativa para uma escolha melhor. Eu também tive dúvidas sobre a opção Ota, quando cheguei ao ministério. Mas, depois de analisar os relatórios e os estudos e eles me responderem claramente às minhas perguntas, conformei-me. A partir daí, convicto de que o país precisa de um novo aeroporto, empenhei-me nisso, como é minha obrigação. O que aparecesse a perturbar eu tinha de pôr de lado a não ser que tivesse credibilidade e fundamentação, como sucedeu com o estudo da CIP. Seria burrice não o considerar.

Alcochete, portanto, não é uma derrota.
Não. Quem propôs que se parasse o processo da Ota fui eu e fi-lo muito pouco tempo depois de receber o estudo da CIP. E fui eu quem escolheu o LNEC, enquanto entidade fidedigna, para fazer o estudo comparativo. Eu tutelo o LNEC mas pode ter a certeza que nunca ("jamais"!) falei com o Laboratório, fosse para escolher as pessoas, fosse para dar orientações.

Pediu ao LNEC que retirasse conclusões claras?
Pedi, se fosse possível. Às vezes não é. E o LNEC achou que tinha condições para ser claro. Repare, qualquer dos sítios responde às exigências de carácter técnico e financeiro. As diferenças (de custos) não são muito grandes. mas Alcochete é melhor em disponibilidade de espaço, segurança e operacionalidade do aeroporto, o que foi decisivo para a opção.

Mas no estudo do LNEC, os sete critérios têm todos o mesmo peso.Terem pesos diferentes releva mais da política do que da técnica. E uma das coisas que eu, politicamente, entendi dar mais peso, foi à possibilidade de ter rotas escalonadas, de hoje ter duas pistas mas amanhã poder fazer 3, de poder ir até aos 100 movimentos por hora, em pistas independentes. É verdade que a Ota é melhor no ordenamento -- em termos de concentração de população e de sectores de actividade --, mas o verdadeiramente conta é se tenho capacidade de levantar e aterrar e capacidade de expansão, que na Ota não tenho.

Sendo agora evidentes as vantagens de Alcochete, porque é que ninguém pensou nisso antes?
Não é de agora. Até ao 25 de Abril, e mesmo depois, o campo de tiro era intocável, tabu da estratégia de defesa nacional. Depois chumbou-se Rio Frio, por razões ambientais. Toda aquela zona tem muitas restrições ambientais. Mesmo a CIP estudou seis localizações diferentes e só esta tinha condições ambientais. Finalmente, quando a Defesa diz que está disponível para sair dali já se podia estudar. O Governo (e outras entidades) podia ter-se lembrado de uma série de outras localizações? Podia. Até Paulo Portas, ministro da Defesa que mandava no Campo de Tiro, podia ter-se lembrado! O Governo podia- ter-se lembrado e uma série de outras entidades? Podia. Até Paulo Portas, ministro da Defesa que mandava em Alcochete, podia ter-se lembrado! Mas quando finalmente apareceu essa possibilidade eu não tive nenhuma hesitação em mandá-la estudar, não andei aqui a 'encanar a perna à rã', até porque acho que estamos atrasados neste processo.

Sabe quem financiou o estudo da CIP?
Essa questão tem relevância mas não para a escolha do melhor sítio. Todos os sítios movem interesses. Nunca pusémos essa questão. Eu próprio disse ao presidente da CIP para ser ele a dar a cara; nós não precisávamos de conhecer a identidade dos patrocinadores daquele estudo.

Já conhecia o estudo há mais tempo. Uma decisão desta importância não se toma de um dia para o outro.
A decisão foi tomada no Conselho de Ministros, na quinta-feira. Eu recebi a versão final do estudo na 4ªfeira, pus-me a analisá-la nessa noite e preparei a resolução para levar a Conselho de Ministros no dia seguinte, que a aprovou. Só tive de ler o sumário executivo e está lá clarinho.

Esta decisão preliminar ainda pode ser revertida?
Só posso torná-la definitiva depois de Avaliação Ambiental Estratégica, é o que diz a lei: decisões sobre a localização de grandes infraestruturas são obrigadas a isso. Mas o relatório já está feito, eu já sei quais são as conclusões que se chegou depois de ouvidas todas as entidades que têm de se pronunciar sobre esta matéria. A tenho de as pôr a discussão pública. Ainda hoje (sexta-feira) vou extrair do relatório do LNEC todo o material respeitante às conclusões ambientais, pô-lo na net e esperar 30 dias. Não é expectável que se volte atrás.

E se a Portela esgota antes de 2017?
Esgotar é relativo. Aquilo não é uma caixa. O aeroporto na Portela está previsto funcionar até 16/17 milhões de passageiros (com obras), com condições. Se os atingir em 2011 ou 2012 tem de se apertar mais. Em Nova Iorque há 80 aviões a descolar ao mesmo tempo -- pode funcionar assim, mas não é normal.Tem de ser navegação à vista. Vamos ver.

Há compensações para a zona da Ota?
É um problema. As populações de Alenquer, Vila franca e Azambuja tiveram os terrenos com restrições de utilização durante 10 anos. É legítimo que se sintam defraudadas. Temos de encontrar uma forma de conseguir contributos positivos para o desenvolvimento desta zona. E estamos disponíveis para o analisar.

E os proprietários?
Não se trata de indemnizações aos proprietários. Assim que desbloquear o processo a primeira coisa que vou fazer é levantar essas medidas restritivas

E vai criá-las em Alcochete?
Não, o aeroporto ocupa uma parte pequena da reserva do campo de tiro.

Essa também foi a razão de fundo para opção por Alcochete.
Não, porque também vai ter custos. Vamos ter de pagar terrenos para um campo de tiro da Força Aérea noutro sítio. Talvez na Ota... estou a brincar...

António Costa disse ontem que é natural a mudança de pastas de alguns ministros desgastados.
Não ouvi. Várias pessoas têm dito isso

Sente-se desgastado?
Não, mas essa avaliação é feita pelo primeiro-ministro. É bom haver estabilidade e haver mudanças quando elas se justificam. Habituámo-nos a muitas mudanças e as oposições também se habituaram a reclamar remodelações de ministros.

Como lida com as notícias recorrentes sobre a sua provável saída do Governo?
Não penso muito nisso. É como as setas para baixo: é uma opinião. Há pessoas mais afectadas por uma seta para baixo do que por um artigo de opinião, nunca percebi porquê. Eu acho natural.

O senhor espera poder lançar a primeira pedra do aeroporto?
Não encaro isto como carreira. A minha carreira já acabou e estou muito satisfeito com a vida. Estou aqui porque fui convidado e porque aceitei. Vim com entusiasmo, mas não estou preso, não estou nada dependente disto. Podia dizer que me tem corrido mal, que não fui capaz ou não tomei as decisões que queria. Mas não é essa a avaliação que faço, nem a que o primeiro-ministro faz. Eu durmo bem, não tenho insónias, como bem. Estou perfeitamente à vontade e com grande entusiasmo. Se o primeiro-ministro entender substituir-me, por qualquer razão (que eu não tenho de conhecer) sabe perfeitamente que, para mim, é a coisa mais pacífica do mundo

Este é um momento de viragem? As obras públicas vão relançar a economia?
São muito importantes, o que não justifica fazer obras só por fazer. O país tinha um problema de contenção orçamental e teve de reduzir no investimento nos últimos anos. Eu próprio gastei grande parte deste tempo a encontrar um novo modelo de financiamento para o sector rodoviário que nos permitisse desenvolvê-lo sem que isso pesasse nas contas públicas. Alta Velocidade, novo aeroporto, rede rodoviária, plataformas logísticas, aeroporto de Beja, obras na Portela, electrificação, rede convencional do caminho-de-ferro, expansão de metropolitanos, etc.. São 4000 milhões de euros em concursos, na maioria prontos até ao final de 2009. Não me admira que este Governo tenha sido o que mais kms de IPs e ICs lançou (mais de 1000 até Março) e isso vai animar a economia.

Faz sentido a proposta de pacto de regime do líder do PSD para as grandes obras públicas?
Receio que esse conceito de pacto de regime seja mau. Não é preciso nenhum pacto para Portugal ter uma só posição em matéria europeia, ou para mandar prosseguir a configuração da rede de Alta Velocidade que se recebeu do Governo anterior , ou para mudar da Ota (que não foi uma decisão minha) para Alcochete. Se pacto quer dizer 'vamos partilhar os nossos interesses (empresas, negócios)' não interessa; se é um entendimento entre partidos não precisa de estar escrito. O nosso principal defeito não é não haver pactos. É uma excessiva guerrilha partidária de quem está na oposição contra o Governo, que nos leva a sermos muito criticistas, bota-abaixo, a achar que fazer política é dizer mal. De cada vez que tomo uma decisão tenho a certeza absoluta que a oposição vai dizer que discorda. E para isto não há pacto de regime que nos valha, a não ser que seja para nos amarrarmos a nós próprios.

Versão integral da entrevista publicada na edição do Expresso de 12 de Janeiro de 2008, 1.º Caderno, página 3.

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Alcochete!
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 2:39 | Sábado, 12 de Jan de 2008

  Diz que a carreira já acabou. Então agora anda só nos tachos ? tá-se bem....!!!!!!!!
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Parabéns ao Ministro...
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 10:18 | Sábado, 12 de Jan de 2008

O Lino não tinha dúvidas, depois passou a tê-las... Mandou fazer um estudo, e encarregou o LNEC de o fazer, este, pelo visto, mostrou-se um órgão muito competente, aliás, como era de se esperar...

Baseado em um novo estudo o Ministro mudou de opinião, merece, por isto, os nossos parabéns, uma atitude com muita frontalidade, que não é comum, digamos de passagem, aos políticos portugueses...

O Lino mostrou com sua atitude que não é adepto do: "Mais vale quebrar do que torcer". Ainda bem!!

Parece que Portugal está a mudar... E para melhor.

Para frente Senhor Ministro... Os cães ladram, neste caso a oposição, e a caravana passa.
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    Re: Parabéns ao Ministro...    Ver comentário
Catulo (seguir utilizador), 1 ponto , 12:47 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Parabéns ao Ministro...    Ver comentário
Simoes Barata (seguir utilizador), 1 ponto , 16:11 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Parabéns ao Ministro...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 18:35 | Sábado, 12 de Jan de 2008
não há pachorra ...
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 1:58 | Sábado, 12 de Jan de 2008
depois de ter dito tanta asneira ainda dá entrevistas e continua a dizer barbaridades.... a culpa não é dele !!!!
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    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 10:27 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 12:27 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 13:20 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 14:29 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 22:14 | Domingo, 13 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 14:18 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: não há pachorra ...    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 2:14 | Segunda-feira, 14 de Jan de 2008
Sabe-me a pouco!
José Campos (seguir utilizador), 1 ponto , 4:52 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Se José Sócrates tivesse anunciado ao país que o "Tratado de Lisboa" e as suas implicações para Portugal e os portugueses, no âmbito da implementação do "projecto europeu", iria ser objecto de uma discussão profunda e sujeito a ratificação através de referendo, se acrescentasse que o projecto da alta velocidade ferroviária iria também ser objecto de ponderação criteriosa (nomeadamente no que à necessidade do troço Lisboa/Porto diz respeito) e, como fez, tarde mas bem, arrepiado caminho na questão da localização do novo aeroporto, optando pelo campo de tiro de Alcochete, corria o risco de começar a nutrir por ele algum respeito e consideração. Assim...sabe a pouco. Portanto, sabe-me a pouco!
Quanto a Mário Lino, diga-se que a sua actuação e "saídas" neste processo da definição da localização do aeroporto deixam muito a desejar.
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Pois...é!
pinhoangola (seguir utilizador), 1 ponto , 7:34 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Asneirada atrás de asneirada! Um ministro que diz que ali é um deserto...e que "jamais", agora se faz de herói no meio disto tudo, aprende depressa com o chefe da matilha, afinal nunca se viu um lobo a comer outro...Um primeiro ministro que mente por detrás daquela farpela sempre a rigor em contraste com o desrigor com que governa este pais. Mente descaradamente e o povinho aguenta. É este triste Portugal, cinzento e desgastado por tanta incompetência politica, gente com má formação, sem principios, autênticos vendedores da banha da cobra. Para quando alguém dar um murro na mesa? Senhor presidente actue em nome da seriedade e da competência, não se associe a estes individuos que estão a deixar este pais de rastos.
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    Re: Pois...é!    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 13:23 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Pois...é!    Ver comentário
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:34 | Domingo, 13 de Jan de 2008
Ilusionistas
posmoderno (seguir utilizador), 1 ponto , 11:16 | Sábado, 12 de Jan de 2008
O coro contra a Ota afinou melhor. Os defensores de Alcochete, parecem ter descoberto o que nunca ninguém antes tinha sequer sonhado. Tudo muito simplista, critérios de racionalidade, sobrepuseram-se a interesses particulares, assim se diz.
Não estou convencido. A discussão é mais antiga do que se está a fazer crer e o Campo de Tiro de Alcochete, sempre foi referido como possibilidade.
Vem agora o LNEC validar uma opção, para salvar a face do governo, que entretanto mudou de ideias. É de amadores ou incompetentes ou ainda, porque outros interesses falaram mais alto. Estudos podem fazer-se para todos os gostos, não acredito por isso que o estudo da CIP procurou o interesse nacional.
Quem tem de defender o interesse nacional, de todos os portugueses, é o Governo. Nesta como em outras situações, não se vislumbra uma estratégia coerente, que mostre essa obrigação. Os ministros apresentam-se como os salvadores deste país atrasado com gente ignorante, preguiçosa e sem rumo. Anunciam que vão por tudo a funcionar direito, tipo passe de mágica.
Sem questionar competências em particular, a verdade é que as grandes opções, parecem assentar na distribuição de dinheiros públicos, por grandes grupos privados.
 
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    Re: Ilusionistas    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 11:33 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Ilusionistas    Ver comentário
posmoderno (seguir utilizador), 1 ponto , 14:53 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Ilusionistas    Ver comentário
Dunca (seguir utilizador), 2 pontos , 15:57 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Pobre dos Portugueses!
userEX132654 (seguir utilizador), 1 ponto , 12:32 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Ainda há por ai gente que acredita que a decisão de Alcochete foi um acto de interesse nacional?.
Acordem! Em 1998 o BES e SONAE formaram um lobbie a favor de Rio Frio, mas não esmureceram com decisão da OTA, voltaram á carga e foi-lhe oferecido o bolo rei, já que a fava vai para os pacóvios dos portugueses comerem.
Nesta distribuição de milhões foi ainda agraciados a Lusoponte com contrato vitalicio para a travessia a juzante da Vasco da Gama, tudo isto apoiado nos média controlado por um grupo de bildbergianos.
Pobre dos Portugueses, sempre a serem espoliados e a pensaram que têm voto na matéria.
Abram os olhos. A democracia não é para todos é só para alguns e que façam parte do grupo.
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    Re: Pobre dos Portugueses!    Ver comentário
jazaro (seguir utilizador), 1 ponto , 16:02 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Pobre dos Portugueses!    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 19:38 | Sábado, 12 de Jan de 2008
EM DEFESA DE MÁRIO LINO
Catulo (seguir utilizador), 1 ponto , 13:18 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Desde já devo dizer que o Eng. Mário Lino está a revelar ser um óptimo Ministro de Obras Públicas. Para além do técnico competente, que seguramente é, demonstra ser um homem de uma rectidão e coragem invulgares. Em que país, se não em Portugal, se pode atacar de forma sistemática e despurada um membro do Governo e ele ainda dá a cara apresentando publicamente as razões das suas opiniões e decisões? O homem tem uma paciência de santo! Se eu fosse confrontado, às vezes de forma quase insultuosa, como o Engenheiro Mário Lino tem sido por alguns políticos e jornalistas da nossa praça, mandava-os dar "uma curva ao bilhar grande"! Deixem-no trabalhar, porra!
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    Re: EM DEFESA DE MÁRIO LINO    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 13:38 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Afinal quando é que se resolve Portugal ???
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 13:20 | Sábado, 12 de Jan de 2008
.
Projectos Aeroportos e TGV = provocar a entrada do maximo de dinheiro da CEE "á borla".
.
O problema nacional imediato que são incapazes de resolver é a FORTE BAIXA DE IMPOSTOS (Portugal=Zona Economica tendencialmente Especial= Tecido de Empresarialismo lucrativo, sem o que não pára o EMPOBRECIMENTO CONTINUO DO PAÍS) e PROVOCAR o INVESTIMENTO NUMA AMNISTIA FISCAL que pare o Escandalo Nacional em que se transformou a Politica e a Gestão de Impostos "modernizada".
.
É o mais importante de Portugal.
.
O resto, Reformas de Justiça, Educação, Aeroportos, TGV's etc etc são secundáriamente necessárias porque os primeiros efeitos só daqui a 10 anos, e os resultados totais só daqui a uns 15 anos. Ou seja não resolvem nem provocam a solução de nenhum dos problemas actuais de Portugal de Economia, Desemprego, Secagem da Liquidez de cada Cidadão á força pelo Fisco, Falência das Empresas, Sustentabilidade do Regime Democracia, Inviabilização do Sistema SemiPresidencial, Rotura da Segurança Social etc etc.
.
Está-se á espera de quê ????
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E o resto?
Simoes Barata (seguir utilizador), 1 ponto , 15:14 | Sábado, 12 de Jan de 2008
De tão óbvia a incoerência e, por outro lado, a leviana forma como se faz passar a imagem de que o que ontem era afirmado "preto" hoje pode ser "branco" - sem custos políticos e a miníma pinga de vergonha pública, nem perderei tempo a comentar as mudanças e o contexto em que elas se verificaram. E muito haveria (e haverá) a pensar - ao nível da consciência social e cívica nacional.

O que me leva a comentar este artigo é apenas alertar para um facto que seria de extrema importância - em humilde opinião - apurar:

- O estudo da CIP (sem mais comentários também) terá custado qualquer coisa à volta de 250 mil euros (mais euro menos euro).
- ALGUÉM SABE E TERÁ VONTADE DE TORNAR PÚBLICO QUANTO FOI GASTO, ANTES E DOS COFRES PÚBLICOS, COM OS ESTUDOS QUE suportavam a arrogância ministerial consubstanciada no célebre "jamais"?

Seria interessante saber. Muito interessante.

Cumprimentos
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A incontinência verbal deste homem não tem paralel
Viking3000 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:50 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Cada vez que abre a boca ou entra mosca ou sai asneira.
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    nunca entrou mosca ....    Ver comentário
J Saints (seguir utilizador), 1 ponto , 2:05 | Segunda-feira, 14 de Jan de 2008
BASTA DE JAMAIS!
KIFAS (seguir utilizador), 1 ponto , 17:03 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Não há mais imaginação pessoal? Fartam-se de massacrar o Lino pela palavra JAMAIS. Por acaso sabem QUEM disse AERPORTO NO SUL JAMAIS???????? NÃO SABEM? EU DIGO: FORAM OS NOSSOS SUPER ESPECIALISTAS AMBIENTAIS!!! Lino LIMITOU-SE A CITAR AS PALAVRAS DELES! Porra, basta de tanta mediocridade. Não estou esquecido das suspeições que os Técnicos do LNEC foram sujeitos quando mandatados por este Governo. JÁ SE ESQUECERAM ? TODOS os Governos anteriores andaram a dar graxa ao cágado mas NADA DE DECISÕES! Este Governo que tem os TOMATES no sítio DECIDE e ainda é criticado? Valha-me Deus tanta mediocridade. LEIAM o artigo desta semana do Expresso sobre...CARANGUEIJOS! Serve que nem uma luva a muitos dos estimados comentadores aqui em On-Line!
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    Re: BASTA DE JAMAIS!    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 20:02 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: BASTA DE JAMAIS!    Ver comentário
flyboy (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Sábado, 12 de Jan de 2008
    Re: Tomates... e democracia.    Ver comentário
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 0:45 | Domingo, 13 de Jan de 2008
    Re: Tomates... e democracia.    Ver comentário
jorge ii (seguir utilizador), 2 pontos , 1:42 | Domingo, 13 de Jan de 2008
    Re: Tomates... e democracia.    Ver comentário
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 2:14 | Domingo, 13 de Jan de 2008
Burrice...
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:52 | Sábado, 12 de Jan de 2008
Só é burro quem não muda, diziam-me...talvez já assim não seja.
O Governo e, por consequência o Ministro, também, mudaram de opinião, em função de um estudo, com outras variáveis.
Mudaram, sim, mas isto é que é DEMOCRACIA.
É só porque aqueles que queriam a mudança, e parece que bem...mudaram o discurso, porque agora passou a ser:
Demitam-se todos, ou pelo menos alguns, porque mudaram de opinião.
Isto é inteligível?...é, respondo eu, quando se faz baixa política.
Este povo não é asim tão estúpido, não.
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Depende do que se considere "burrice"
Eremitão (seguir utilizador), 1 ponto , 10:41 | Domingo, 13 de Jan de 2008
Proprietários de terrenos há na OTA, em Alcochete, no Montijo onde fôr o Aeroporto. Argumentá-lo é apenas defender um interesse contra outro. Mas há a nunca falada Coimbra como localização. Um Aeroporto Internacional é só uma poderosa ancora de desenvolvimento, lucros e mais valias.....
.
Em termos de País, desenvolvimento harmónico Norte/Sul e Litoral/Interior, fixação de populações etc a localização CERTA para esta poderosa ancora de desenvolvimento é a REGIAO CENTRO PROFUNDO, a faixa F Foz/Coimbra/Viseu/Guarda/C Branco, Litoral/Serra da Estrela. Sem Aeroporto, mas com Coimbra TGV a 30 min de Lisboa e 15 min do Porto .........
.
A Serra é o Portugal profundo, abandonado. Sou adepto do Centro única Região sem Aeroportos (o Sul tem, Beja e Faro; Lisboa tem vários; o Norte tem Porto) e porque o TGV poria Coimbra ao mesmo tempo de viagem de Lisboa que praticamente os grandes Aeroportos (Gatwick, Heathrow, Charles De Gaulle etc dos centros das Capitais). Mas como Coimbra, a 1ª Capital de Portugal, continua enfezada porque pensa que é a mãezinha intelectual do resto do País .... Louzã, S Miguel de Poiares etc têm todas as condições para o Aeroporto Internacional sem todos os problemas de lençóis de agua etc etc etc que os restantes têm. Mas como Coimbra são "Lágrimas" .... Se os académicos e os políticos regionais teimam em prolongar o longo sono histórico, outros chama-lhe vaidosíssimo intelectual, de Coimbra ..... E o Centro cobrará ainda mais no Futuro em desertificação, abandono, carência de novas indústrias, turismo, hotelaria etc. Todo o País faz barulho, Coimbra dorme no remanso das águas do Mondego. Tenho pena.
.
Passemos á frente, a solução Aeroportuária Internacional Portuguesa apenas tem 1 decisor politico isento: onde fôr mais barato construir aproveitando a melhor solução que a Natureza oferecer e onde esta poderosa âncora de desenvolvimento fôr necessária para provocar o Novo Portugal do Sec XXI.
.
Os Homens, os Políticos, os Intelectuais, os Partidos, os Autarcas, os Empresários etc da Região do Centro Profundo não têm a ambição e a garra dos do resto do País ? Ou preferem defender as ambições e contrapartidas para as outras Regiões ?
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    Re: Depende do que se considere    Ver comentário
654321 (seguir utilizador), 1 ponto , 4:55 | Quarta-feira, 16 de Jan de 2008
39 comentários
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