Maria Carolina é chilena e tem 27 anos
"27 horas de amor", cujos lucros vão reverter para uma instituição de crianças carentes. Foi esta a forma encontrada por Maria Carolina, uma prostituta chilena, para ajudar na causa da Fundação Teletón, que entre os dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro estará a realizar um evento de solidariedade para angariar fundos.
Maria Carolina, 27 anos, divorciada, duas filhas, não quis ficar de fora do espírito solidário e decidiu usar a sua profissão para ajudar as crianças com problemas de saúde: o dinheiro arrecadado em 27 horas seguidas de sexo vai direitinho para a conta da Fundação. Ao preço de 200 euros por cada hora, a "caridade" poderá chegar aos 3.600 euros.
"Emocionada por poder colaborar" com o seu trabalho, Maria Carolina tem divulgado a iniciativa em revistas e programas de televisão. No entanto, nem todos estão contentes com a iniciativa. Mário Kreutzberger, responsável pela angariação de fundos, considera a iniciativa "fora dos limites legais e morais", não pretendendo aceitar o dinheiro. Maria Carolina riposta: "Como é que alguém pode ser questionada por querer trabalhar em prol de uma causa nobre?".
Negócio "super lucrativo"
De acordo com a prostituta, o comprovativo do depósito vai ser publicado na sua página da Internet, como prova das suas "boas intenções".
Em entrevista ao jornal 'El Ciudadano', Carolina revela que o negócio vai de vento em popa e que "ganha o dinheiro que quer". Quantos aos clientes, são todos de alto nível, até porque a profissional também "exige muito deles". Com uma sessão fotográfica em vista para a revista 'Playboy', Carolina confessa que gostava de entrar num filme pornográfico, na pele de uma gueixa.
Defendendo que a prostituição é uma profissão "rentável", Carolina considera importante regular a actividade, para bem do país: "No que diz aos impostos, o Chile perde quantias impressionantes porque, efectivamente, este é um trabalho super lucrativo".