22/05/2012 atualizado às 18:46

Freeport: Procuradores poderão ser ouvidos no Ministério Público

Os membros do CSMP vão pronunciar-se sobre uma proposta do advogado João Correia para que os procuradores do "caso Freeport" e o presidente do Eurojust sejam ouvidos naquele órgão sobre eventuais pressões.

18:50 Quarta feira, 1 de abril de 2009
Uma fonte do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) disse hoje à Agência Lusa que os membros daquele órgão já foram informados pelo procurador-geral da República, que preside ao Conselho Superior, sobre a proposta de João Correia, membro eleito pela Assembleia da República, devendo cada um pronunciar-se com vista à reunião extraordinária do CSMP, sexta-feira, para analisar o "caso Freeport".

O Público on-line adiantou hoje que a proposta da advogado e membro do CSMP João Correia destina-se a ouvir os dois procuradores titulares do inquérito, Vítor Magalhães e Paes Faria, e separadamente o presidente do Eurojust, o procurador-geral adjunto Lopes da Mota, apontado como tendo exercido pressões sobre os dois colegas de magistratura, o que este já negou veementemente.

João Correia justificou a proposta com a necessidade de determinar se houve pressões sobre os magistrados titulares do "caso Freeport", os seus autores e a finalidade. Pretende ainda saber se os procuradores consideram que houve violações do segredo de Justiça neste caso.

A fonte do CSMP contactada pela Lusa discordou da proposta de João Correia, por entender que "não compete ao CSMP estar a investigar directamente as interferências no processo (Freeport)", quando o Ministério Público tem "um corpo de inspectores" para o fazer.

Além do mais, observou, ainda recentemente, no desenrolar do "caso Freeport", o Conselho Superior do Ministério Público "atribuiu confiança e competência" ao procurador-geral da República, Pinto Monteiro, para "fazer todas as averiguações" consideradas necessárias no âmbito deste processo.

Aliás, Pinto Monteiro ouviu hoje os dois procuradores do processo Freeport e o presidente do Eurojust sobre questões relacionadas com o caso.

Os dois procuradores que investigam o "caso Freeport" reportaram à hierarquia desta magistratura, designadamente ao procurador-geral da República, que foram alvo de "pressões" por um procurador-geral adjunto, revelou terça-feira à Agência Lusa fonte judiciária.

A mesma fonte adiantou que Paes Faria e Vítor Magalhães comunicaram tais "pressões" quer ao procurador-geral da República (PGR), Pinto Monteiro, quer à directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, durante uma reunião ocorrida na passada segunda-feira.

No entanto, em comunicado emitido terça-feira, o PGR negou a existência de pressões, mas mencionou que "a existência de qualquer conduta ou intervenção de magistrado do MP, junto dos titulares da investigação, com violação da deontologia profissional, está já a ser averiguada com vista à sua avaliação em sede disciplinar".

A investigação do "caso Freeport" está a cargo do DCIAP, estrutura do Ministério Público que investiga a criminalidade mais grave, complexa e sofisticada.

O processo relativo ao centro comercial Freeport de Alcochete está sociedade relacionado com alegadas suspeitas de corrupção no licenciamento daquele espaço, em 2002, quando o actual primeiro-ministro, José Sócrates, era ministro do Ambiente.

Lusa
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Quem garante a Independência do Estado?
userEX164962 (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 6:41 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Como cidadão, acho ter sido mal esclarecido pelo senhor Procurador, após a reunião.
Fiquei com a sensação de que os políticos, no poder, não abdicam de se imiscuir nos órgãos independentes do Estado. Para que serve um Presidente da República?
 
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A MONTANHA PARIU UM RATO
Lumiare (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 9:05 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
A MONTANHA PARIU UM RATO
«O procurador-geral da República convocou para a reunião o presidente do Eurojust, a directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida, e os dois procuradores que têm a seu cargo a investigação do "caso Freeport", Vítor Magalhães e Paes Faria.» [Diário de Notícias]
Dava jeito que alguém com ligações ao PS pressionasse os investigadores para arquivarem o caso. O mais curioso é que muitos dos que dizem querer que o processo vá até ao fim desejam, de facto, que o mesmo seja arquivado, assim poderiam manter as suspeitas. O grande perdedor de um arquivamento ou da prescrição é José Sócrates.
«Levem-se as investigações até ao fim.»
 
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País sem problemas
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 22:05 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
Vivo no paraíso. Os mais graves problemas do meu País são os que gravitam à volta do sábio verbo de Manuela Moura Guedes.
 
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    Se ter um criminoso como PM não o preocupa.    Ver comentário
Bandarilha Certeira (seguir utilizador), 0 pontos , 23:02 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
    um criminoso não fabricdo à medida    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 2 pontos , 7:53 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
    Hoje este amigo não tomou o Xanax...    Ver comentário
Ilha das Ponchas (seguir utilizador), 1 ponto , 0:12 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
    Re: Hoje este amigo não tomou o Xanax...    Ver comentário
Bandarilha Certeira (seguir utilizador), 1 ponto , 20:30 | Sábado, 4 de abril de 2009
Manifestação Pela demissão de Sócrates
ulisses32 (seguir utilizador), 1 ponto , 22:37 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
No próximo dia 17 de Abril, pelas 15h na Av. da Liberdade, no Porto, grande manifestação pela demissão do primeiro-ministro José Sócrates.

Reclamemos a intervenção do Sr. Presidente da República.

Pela liberdade e dignidade nacional.

Contra o medo, a mordaça e a cumplicidade dos interesses instalados.

Pelo futuro dos nossos filhos.

Comparece e traz bandeiras negras.

Portugal não pode parar.

Movimento independente de cidadãos livres

 
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    Re: Manifestação Pela demissão de Sócrates    Ver comentário
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 22:45 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
    Re: Manifestação Pela demissão de Sócrates    Ver comentário
vaicomigo (seguir utilizador), 1 ponto , 23:11 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
    Diga?    Ver comentário
Ilha das Ponchas (seguir utilizador), 1 ponto , 0:28 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
    Re: Diga?    Ver comentário
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:24 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
    Manifestação contra a mudança    Ver comentário
Carlos A R Ferreira (seguir utilizador), 1 ponto , 8:07 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
    Re: Manifestação Pela demissão de Sócrates    Ver comentário
Palorca (seguir utilizador), 1 ponto , 11:10 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Força de caracter? O que é isso?
Ilha das Ponchas (seguir utilizador), 1 ponto , 0:09 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Todo este episódio, tal como outros, vêm por a nú a verdadeira debilidade da justiça em Portugal.
Como sempre que alguém toca nas feridas o sistema reage mal, veja-se o que acontece com o bastonário dos advogados que dizendo as verdades, verdades que todos conhecemos, é sempre considerado um mentecapto. Indignam-se por na revista da ordem ter feito o resumo do início deste processo como se uma investigação que nasce e se desenvolve, da forma que ficou provado em tribunal, fosse algo de pouca monta, sem qualquer interesse. A investigação tem que ser um apuramento da verdade e não uma fabricação de indícios que se não permitirem uma fundamentação das suspeitas é suficiente para enxovalhar publicamente o "suspeito" através de fugas de informação para a imprensa.
Hoje com a concorrência a que estão sujeitos os meios de comunicação basta reunir com um ou dois jornalistas a quem se entregam as informações e depois garantir que as "fontes" dos outros meios de informação tenham expedito acesso à informação sensivel para que tenhamos toda a imprensa a martelar no mesmo.
As cabalas são muito fácilmente montadas nesta época de agencias de comunicação, jornalistas freelancers, jornalistas acessores de imprensa, jornalistas acessores de imagem, jornalistas pota-vozes e sobre tudo jornalistas escriturários que passam os dias nas redacções á espera que os mandem escrever qualquer coisinha.
 
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patético!
cjours (seguir utilizador), 1 ponto , 12:29 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Tudo isto é patético, raia o ridículo e preocupa o cidadão e contribuinte. Anda um gajo a pagar impostos para esta corja!
Ontem escrevi ao PR a perguntar se ele acha que o Estatuto dos Açores é mais importante para o Estado Português e para a Democracia, que este caso sórdido! Como é possivel não se ouvir uma palavra do mais alto magistrado da Nação, quando o poder judicial caiu à rua?????
 
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O título que não é nada...
Com.ta tranquilidade (seguir utilizador), 1 ponto , 13:26 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
«Freeport: Procuradores poderão ser ouvidos no Ministério Público»

«Poderão»... "talvez venham a ser"...

É o estilo de títulos que sem nada dizerem de concreto lançam para a opinião pública a continuação do enredo da novela.

«...Poderão ser ouvidos...», "poderão não ser ouvidos"...
Não diz nada, só espalha a confusão.

O dito jornalismo no seu melhor.
 
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Freeport
Azares da vida (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 22:48 | Quarta feira, 1 de abril de 2009
Jornaleiros (ditos jornalistas) e corniqueiros (cronistas) no seu melhor .
Não têm vergonha de todos os disparates e intoxicação a que obrigam os cidadãos deste pais.
O 1º poder no seu melhor ,mas como 1º poder ele um dia vai cair e serão chamados de todos os nomes ,que eu não digo aqui porque a minha educação não me permite dizer.
Até breve amigos cidadãos livres.
 
 
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Ministério Publico
ANPICAPA (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 0:29 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Perante os comentários, alguns de baixo teor, outros de exaltação, estou como o outro - Abstenho-me.
 
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AS PRESSÕES SOBRE O MINISTÉRIO PÚBLICO
portugal manipulado (seguir utilizador), 0 pontos (Despropositado), 1:47 | Quinta feira, 2 de abril de 2009
Se as PRESSÕES forem para arquivar o processo DA INVESTIGAÇÃO do CASO FREEPORT, elas só podem vir dos Partidos de Oposição,nomeadamente do PSD, principal beneficiário de deixar o PM ETERNAMENTE preso a este caso, criado e alimentado por alguns "media" que
todos conhecem pelas suas práticas de TABLOIDES.
O que o PM TEM o DIREITO de EXIGIR é que este caso conduza rapidamente,ISTO É, ANTES DAS
ELEIÇÕES EUROPEIAS, a uma conclusão que, A SER A ILlBIÇÃO COMO OS MILITANTES SOCIALISTAS E,EM GERAL, OS VOTANTES NO PS ESTÃO CERTOS DE QUE
OCORRERÁ, abra este processo à Consulta Pública, para que TODOS NÓS, INCLUINDO OS SEUS ADVERSÁRIOS, FIQUEMOS A CONHECER TODA A TRAMA DESTE CASO
TENEBROSO .
Entretanto, continuamos a assistir ao CONÚBIO entre o PODER ECONÓMICO e o PODER MEDIÁTICO, conúbio que MANTEM o PSD com a HEGEMONIA do PODER REAL, mesmo quando este Partido é derrotado nas urnas ou está em crise interna .
 
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