A Presidente das Filipinas decretou o estado de emergência numa parte da ilha de Mindanao
AP
O balanço do massacre perpetrado segunda-feira no sul das Filipinas num aparente ajuste de contas entre grupos rivais subiu para 46 mortos, disse a polícia.
"Encontrámos um total de 46 cadáveres", declarou o porta-voz da polícia, Leodardo Espina. A polícia encontrou 22 cadáveres ontem e, hoje, mais 24 numa vala comum.
As vítimas, 14 das quais eram mulheres, tinham os corpos crivados de balas.
O massacre ocorreu na província de Maguindanao, na ilha de Mindanao, quando um grupo de cerca de cem homens armados sequestrou mais de 30 pessoas que se dirigiam ao gabinete regional da Comissão Eleitoral.
O grupo levou depois as vítimas, entre as quais se contam jornalistas e eleitos locais, para um local remoto e abateu-as.
Segundo familiares de vítimas, o massacre foi perpetrado pelo grupo do actual governador da província, que tem uma milícia privada e queria impedir um rival de se candidatar às eleições previstas para 2010.
A Presidente das Filipinas, Gloria Arroyo, decretou hoje o estado de emergência numa parte da ilha de Mindanao.
Os ajustes de contas e a violência entre grupos rivais são comuns no sul das Filipinas.