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Ferreira Gullar vence Prémio Camões 2010

Júri atribuiu ao escritor brasileiro Ferreira Gullar o maior prémio de prestígio da língua portuguesa.

19:04 Segunda feira, 31 de maio de 2010

O poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar , nascido em 1930, venceu o Prémio Camões 2010, anunciou hoje a ministra da Cultura Gabriela Canavilhas em Lisboa acompanhada pelos membros do júri.

O júri, presidido por Helena Buescu, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, é composto por José Carlos Seabra Pereira, professor associado da Universidade de Coimbra, Inocência Mata, professora santomense de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e professora convidada em várias universidades brasileiras e norte-americanas, Luís Carlos Patraquim, escritor e jornalista moçambicano, António Carlos Secchin, escritor e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ainda a escritora brasileira Edla van Steen.

No ano passado, foi galardoado o escritor cabo-verdiano Arménio Vieira , e nos anos anteriores o brasileiro João Ubaldo Ribeiro (2008) e o português António Lobo Antunes (2007).

O Prémio Camões foi criado por Portugal e pelo Brasil em 1989 e é o maior prémio de prestígio da língua portuguesa. O objetivo é distinguir um escritor cuja obra contribua para a projeção e o reconhecimento da língua portuguesa.

O primeiro escritor galardoado, em 1989, foi o poeta português Miguel Torga (1907-1995).


*** Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico ***



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De Ferreira Gullar...
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 19:53 | Segunda feira, 31 de maio de 2010
"A história humana não se desenrola apenas nos campos de batalhas e nos gabinetes presidenciais. Ela se desenrola também nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbios, nas casas de jogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquinas. Disso eu quis fazer a minha poesia. Dessa matéria humilde e humilhada, dessa vida obscura e injustiçada, porque o canto não pode ser uma traição à vida, e só é justo cantar se o nosso canto arrasta consigo as pessoas e as coisas que não tem voz"
 
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Por coincidência adquiri há alguns meses
Mordaquikesaileite (seguir utilizador), 2 pontos , 22:57 | Segunda feira, 31 de maio de 2010
"Na vertingem do dia", "Muitas vozes" e "Poema sujo" da autoria de Ferreira Gullar.
 
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