As mulheres que na menopausa praticam mais de sete horas semanais de exercício moderado a vigoroso têm um risco reduzido em cerca de 16% de virem a sofrer de cancro da mama, segundo os resultados de uma investigação liderada pelo Instituto Nacional do Cancro
, de Bethesda, Maryland, Estados Unidos.
Este estudo, divulgado no Bio Med Central Cancer Journal, é um dos primeiros a ter em atenção a importância das variações da intensidade de exercício praticado em cada fase da vida. Os estudos anteriores não faziam esta distinção considerando a prática de exercício em si mesma.
Esta investigação conclui que se a inactividade pós-menopausa não ajuda a evitar os riscos do cancro da mama, também não está estabelecida a relação entre o exercício que se fez ao longo da vida, antes de se atingir esta fase, e o cancro da mama.
Os trabalhos conduzidos pela especialista Tricia Peters, do referido Instituto Nacional do Cancro, envolveram mais de 110 mil mulheres na pós-menopausa às quais foi pedido que definissem o seu nível de actividade física nas idades compreendidas nos seguintes intervalos: 15-18, 19-29, 35-39 e nos últimos dez anos.
Estas mulheres foram monitorizadas nos seis anos e meio seguintes e os investigadores concluíram que aquelas que haviam praticado mais de sete horas semanais de exercício moderado a vigoroso apresentavam menos 16% de probabilidades de desenvolverem cancro da mama do que aquelas que tiveram um comportamento pautado pela inactividade.
Além dos trabalhos domésticos pesados e da jardinagem intensiva, andar de bicicleta, jogar ténis, praticar aeróbica ou fazer "jogging" são algumas das actividades consideradas eficazes neste contexto, o mesmo já não se passando com o caminhar devagar, pescar ou jogar bowling.
Segundo Tricia Peters, estas descobertas ajudam a perceber os "mecanismos da relação entre a actividade física e o cancro da mama. Com o cancro da mama ainda a ceifar tantas vidas, toda a informação que se consiga obter e que leve a potenciais medidas preventivas é vital".