O Presidente da República considerou hoje não haver razão para qualquer "alarmismo social" na sequência da deteção de uma moradia em Óbidos que alegadamente foi alugada a membros da organização separatista basca.
"Penso que não há qualquer razão para que os portugueses em resultado deste caso se apoderem de sentimentos de insegurança, não há razões para qualquer alarmismo social em resultado destes explosivos que foram encontrados numa vivenda em Óbidos", afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, em declarações aos jornalista no final de uma visita de trabalho ao comando geral da GNR, no Largo do Carmo, em Lisboa.
Considerando que as forças policiais e judiciárias portuguesas "lidaram e estão a lidar bem com este caso", Cavaco Silva sublinhou, contudo, a importância da "troca de informação" com autoridades congéneres de países estrangeiros.
"Estou absolutamente convencido, até pela informação que recebi, que as nossas polícias, o serviço de informações e os nossos tribunais, têm a competência e a capacidade para lidar com estes casos, com a devida articulação com autoridades congéneres de países estrangeiros. Nesta matéria é necessário sempre uma troca de informação", referiu.
Os novos desafios de uma sociedade aberta
O chefe de Estado lembrou também que na "sociedade aberta" que existe hoje em Portugal é inevitável que a segurança seja confrontada com "novos desafios".
"Na sociedade aberta que é hoje a sociedade portuguesa a segurança é confrontada com novos desafios, como seja o caso da penetração em território nacional de elementos de forças extremistas", sustentou.
Na sexta feira, a GNR detetou uma moradia, na zona de ?bidos, onde estavam armazenados vários quilos de material explosivo e que alegadamente tinha sido alugada a membros da organização separatista basca.
Em janeiro, dois presumíveis 'etarras' já tinha sido detidos pela GNR em Torre de Moncorvo, tendo ficado em prisão preventiva por suspeita de vários crimes, incluindo terrorismo.
Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico
Nota da Direcção do Expresso
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Por outro lado, não consideramos a ideia de que a ortografia afecta a fonética, mas sim o contrário. O facto de a partir de 1911 a palavra phleugma se passar a escrever fleugma e, já depois, fleuma não trouxe alterações ao modo como é pronunciada. Assim como pharmacia ou philosophia.
O facto de a agência Lusa adoptar o Acordo, enquanto o Expresso, por razões técnicas (correctores e programas informáticos de edição) ainda não o fez, leva a que neste sítio na Internet coexistam as ortografias pré-acordo e pós-acordo.
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