21/05/2012 atualizado às 16:47
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Draghi (BCE) afunda bolsas e incendeia risco de bancarrota

O BCE até aprovou quinta-feira um pacote "expansionista" em termos de política monetária. Mas o balde de água fria que o seu presidente lançou sobre as expectativas dos investidores provocou uma enorme vaga pessimista à tarde.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
7:04 Sexta feira, 9 de dezembro de 2011

8 de dezembro foi dia da reunião mensal do conselho de 23 governadores do Banco Central Europeu e o que saiu de "uma discussão bem viva", nas próprias palavras do seu presidente, foi um pacote verdadeiramente "expansionista" em termos de política monetária, como o caracterizou a agência financeira Markit.

Aprovado por maioria - não por unanimidade -, mas recheado de medidas que facilitam a vida aos bancos centrais dos países membros da zona euro e ao sistema bancário europeu.

Pai Natal ou Super Mário?


A oposição a um pacote tão generoso teria vindo dos representantes alemães e de outros países do Norte no BCE, segundo o Frankfurter Allgemeine Zeitung, o que é, também, referido pelo Financial Times Deutschland. Alguns comentadores alemães, críticos da "abordagem de afrouxamento em relação à inflação" por parte de Draghi, já o rebatizaram de "Pai Natal Mário", em vez de "Super Mário".

As decisões tinham, assim, todas as condições de alimentar a onda otimista entre os investidores.

Bolsas perdem 1,8%


Mas assim não sucedeu. As bolsas mundiais acabariam por ter perdas de 1,8% e o sector financeiro uma quebra ainda mais acentuada, de cerca de 2,5%. As quebras na curva destes índices são abruptas a partir do meio da conferência de imprensa promovida no final da reunião do conselho.

As bolsas afundaram-se em particular na Europa e nos Estados Unidos, as que ainda estavam abertas às horas da conferência de imprensa. O índice EuroStoxx 50 caiu 2,43% e o Bloomberg European 500 cerca de 1,7%. A bolsa italiana foi a mais massacrada - quebrou mais de 4%. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 1,63% e o S&P 500 quebrou mais de 2%. As bolsas da Ásia haviam fechado antes das palavras de Mário Draghi na conferência de imprensa, mas não tinham ajudado muito. O índice MSCI Asia Apex 50 teve perdas de 0,92%. A bolsa indiana foi a mais atingida, com uma quebra de 2,3%.

Prémio de risco francês dispara


A maior devastação ocorreria na dívida soberana. O prémio de risco (spread) da dívida francesa em relação à alemã subiu mais de 20% num só dia. Uma variação colossal. O tema França é muito sensível pois se trata do segundo pilar da zona euro ainda com notação de crédito de triplo A.

Seguiu-se nas subidas, o spread para o caso da dívida italiana (que fechou em 4,42 pontos percentuais), espanhola (que fechou em 3,80 pontos percentuais) e belga (que fechou em 2,65 pontos percentuais), segundo dados da Bloomberg. Com variações de dois dígitos.

A probabilidade de incumprimento das dívidas soberanas aumentou sem apelo nem agravo, segundo dados da CMA DataVision. A maior variação ocorreu com o risco de default da dívida italiana que passou de 32,50% na abertura para 36,03% no fecho. Seguiu-se o caso espanhol: o risco saltou de 27,27% para 30,66% no mesmo período. Variações menos acentuadas observaram-se para a França, Irlanda, Portugal e Bélgica.

O prémio de risco para a dívida portuguesa subiu para 10,93 pontos percentuais e a probabilidade de incumprimento passou de 58,76% no fecho de quarta-feira para 59,97% no fecho de quinta-feira. Subidas menos acentuadas do que nos outros casos.

Um filme de uma hora de frustração


O que aconteceu para ocorrer aquela derrocada?

Tudo começou quando Mário Draghi, o presidente do BCE, começou a deslindar, em conferência de imprensa, o que não entendia pela célebre frase "outros elementos se seguirão" (que proferira no Parlamento Europeu). Repetiu, naturalmente, evidências sobre o que é a missão do banco central (algo diferente da Reserva Federal norte-americana ou do Banco de Inglaterra, sublinhou) e de como não está disposto a alinhar em truques que "contornem" o espírito daquela missão. O caldo entornou-se nos mercados da dívida e nas bolsas.

De pouco valeu a pedagogia sobre os pilares que, em seu entender, fundamentam a necessidade de um "compacto" em matéria orçamental a aprovar pelos políticos nesta cimeira europeia. Sublinhou que um deles é crítico - o de que haja constrangimentos ex ante à política que os governos da zona euro possam seguir inscritos nas "regras fundamentais".

Mas o que os investidores queriam saber, na realidade, é se o programa de compra de títulos soberanos no mercado secundário (conhecido por SMP) vai ser mais agressivo ou não nos próximos meses (de modo a liquidar a especulação que faz disparar os juros dos títulos de países como Espanha, Itália, França e Bélgica) e que novos mecanismos conjuntos o BCE e o Fundo Monetário Internacional poderiam avançar para tratar de problemas eventuais em Itália e Espanha nomeadamente. Mário Draghi frustou tudo isso.

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Agora todos aqueles que têm beneficiado da
Resistente (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 23:35 | Quinta feira, 8 de dezembro de 2011
corrupção do sistema de mercado neo liberal capitalista pretendem que o BCE faça o que acontece nos EUA. quando não há dinheiro basta colocar as rotatiivas a funcionar e imprimem-se notas virtuais...e assim pretendem salvar o sistema de forma ficticia...
 
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    Re: Agora todos aqueles que têm beneficiado da    Ver comentário
Trolha da Areosa (seguir utilizador), 1 ponto , 10:38 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: Agora todos aqueles que têm beneficiado da    Ver comentário
Exupery (seguir utilizador), 1 ponto , 16:21 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
lol
Buma (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:56 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Draghi = Goldman Sachs = Bailout dos bancos (buddies)!
 
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    Ainda há quem acredite...    Ver comentário
Schön (seguir utilizador), 1 ponto , 13:26 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
    Re: lol    Ver comentário
unclebens (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Draghi provoca mercados a mando de Merkosi
boa memória (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 1:23 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011

para afundar as bolsas e dramatizar a situação.

OU NÓS, OU O CAOS, sempre foi o argumento dos DITADORES E DOS REGIMES TOTALITÁRIOS

Meus caros,
a guerra está para breve, e confirmam-se as piores suspeitas sobre a actuação da ALEMANHA: DOMINAR A EUROPA EM DITADURA ECONÓMICA E POLÍTICA, E, DAQUI A POUCO TEMPO, ATÉ MILITARMENTE.

Espero que o Reuno Unidos (e também a Suécia e a Holanda)tenha a clarividência de VETAR esta proposta TOTALITÁRIA

Se vamos para a DITADURA com o EURO, então que se acabe com o EURO, custe o que custar,
... e não há-de ser tanto como se diz ...
 
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    Muitos ainda não percebera ditadura que se está...    Ver comentário
Schön (seguir utilizador), 1 ponto , 13:40 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Ajuda da Troika? mas qual "ajuda"...
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 6:16 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Se não tivéssemos dinheiro agora para fazer face às questões relevantes para o Povo Português, também não é com o acordo da Troika que o teríamos, já que dos 78 mil milhões de euros a que o mesmo se reporta, 12 mil milhões são para meter directamente na banca, 34 mil milhões para pagar juros - os juros exorbitantes, especulativos e usurários que a banca estrangeira, em particular a alemã, nos foi impondo - e 30 mil para avales e outras garantias do Estado a instituições do sector financeiro. Ou seja, nada destinado ao pagamento de salários, pensões ou subsídios ou a matar a fome a quem dela sofre.

A verdade é que, sem esta "ajuda" da Troika, o País continua a produzir - ainda que bastante menos do que podia e devia - e os trabalhadores continuam a pagar todos os meses os seus impostos e contribuições. Todos os meses são produzidos cerca de 15 mil milhões de euros de riqueza (média mensal do nosso PIB) pelo que é uma falácia dizer que o País já não teria dinheiro para pagar salários no próximo mês. Pois só não teria se continuasse a pagar os tais juros especulativos, a meter dinheiro na banca (só no BPN já lá vão mais de 5 mil milhões), nas parcerias público-privadas (que representam mais de 50 mil milhões de dívida), etc., etc (continua)
 
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    Re: Tonterias, para não variar...    Ver comentário
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 15:30 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Ajuda da Troika? mas qual "ajuda" continuação
Resistente (seguir utilizador), 2 pontos , 6:21 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Se a isto se somar que, como todos sabemos, em Portugal só paga impostos quem trabalha, que, por exemplo, a banca tem pago cerca de 1/4 dos impostos pagos pela generalidade das empresas enquanto a sua dívida ao exterior é a mais elevada de todas e que a evasão e fraude fiscais são calculadas, por defeito, pela própria Troika, em cerca de 7,5 mil milhões de euros, creio que fica à vista que consequências negativas para o Povo Português decorrerão é dele aceitar cumprir as imposições da Troika e pagar uma dívida que não contraiu e que era, e é, perfeitamente possível ao País seguir o caminho do não pagamento de tal dívida.

Finalmente, um plano de desenvolvimento económico assente no aproveitamento das nossas vantagens competitivas (como as nossas águas e a nossa localização geo-estratégica) permitiria criar economia e, mais do que isso, atrair investimento. Recordo que, por exemplo, o Porto de Sines - que é o único porto atlântico de águas profundas da Península Ibérica e que dispõe da mais moderna tecnologia - é contribuinte líquido positivo para o Estado Português, tem uma taxa de endividamento financeiro de 0% e vai auto-financiar-se para a sua ampliação. E a própria Lisnave, vendida a privados pelo preço simbólico de 1€ está hoje a impôr-se como uma empresa altamente rentável na área da reparação naval, onde sempre fomos dos melhores do mundo. Estes são apenas alguns exemplos...
 
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Draghi (BCE) afunda bolsas e incendeia bancarrota
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 9:52 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Mais uma noticia que deve deixar triste todos os portugueses, mas também todos os europeus e ainda todo o Mundo. De cimeira em cimeira de declaração em declaração, as noticias não são animadoras e as soluções não aparecem. A Europa está a caminhar para o abismo e vai levar o Mundo atrás. Nem quero imaginar como será a vida da Humanidade sem a Europa. Volto uma vez mais ao tema nem que mais não seja para azedar a laranjada das laranjas podres e provocar-lhe mais diarreia, que ainda continuam a insistir que a culpa é de Sócrates.

http://www.youtube.com/wa...

http://sorisomail.com/ema...

 
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100editora.net
100editora.net (seguir utilizador), 1 ponto , 23:36 | Quinta feira, 8 de dezembro de 2011
Viva a Democracia portuguesa. Coloquei uma cruz num papel nas últimas eleições e um símbolo partidário realiza agora todas as escolhas por mim. Presumo que seja para eu não me chatear tanto com as matérias aborrecidas da governação. Mas mesmo assim estou contente porque posso dizer o que quero na rua e fazer todos os comentários que entendo aqui nos jornais. Neste espaço posso afirmar-me contra e criticar a corrupção, a injustiça portuguesa, a desonestidade e a irresponsabilidade política, a incompetência dos nossos líderes e a hipocrisia que me rodeia. É um espaço onde me sinto bem porque posso dar a minha opinião sem mostrar a cara ou correr riscos, ao contrário do tipo que fundou a 100editora.net.
 
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    Re: 100editora.net    Ver comentário
clash (seguir utilizador), 1 ponto , 9:31 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Claro que a situação ia piorar
lysten (seguir utilizador), 1 ponto , 2:16 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Nas vesperas da cimeira Europeia, o mercado "põe a carne toda no assador", para assustar, e fazer passar o tratado por MEDO.

Ou é assim, ou rebenta. Que tactica mesquinha.

Se o tratado passar, espero que os estados membros possam referendar o mesmo, a bem da "DEMOCRACIA".

Paz
 
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o exemplo..
mascas (seguir utilizador), 1 ponto , 14:18 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
da perversão social e economica que se vive é vermos num artigo que define o estado das economias com termos como pessimismo, optimismo...só falta indicar que depende do se está bom tempo ou mau tempo...de manhã as economias parece que vão recuperar mas á hora de almoço já se vão afundar...das duas umas ou é só ignorantes a fazer projecções económicas ou são só ignorantes em todas as áreas de economia da sociedade actual...e assim enterram paises em especulação e juros que fazem que que realmente senão tinham problemas enterram-se neles...façamos como na islandia, mandar prender os ministros e presidentes de bancos, reestruturar a constituição, criar um painel de consulta popular, prensar os politicos, recusar ajudar bancos privados e nacionalizá-los de pais na bancarrota há 2 anos já teem cresciemtno economico com dificuldades mas em recuperação e sem as cordas do fmi no pescoço e ninguem fala nisso porque? http://www1.ionline.pt/co... s-da-recessao
 
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O problema...
poiz (seguir utilizador), 1 ponto , 16:10 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
... é que neste navio, todos remam para o seu lado. O BCE para um lado, cada país pelo outro, o Durão Barroso a navegar políticamente entre todos,...
A Grécia cada vez mais afundada (este pacote de medidas já ultrapassou tudo o que era razoável.
Nós ainda nos vamos aguentando e, pode ser que a consolidação resulte (se houver REALMENTE) redução da despesa pública. Não há é espaço para mais tributação junto dos agentes económicos, pois a partir daqui provavelmente atingir-se ia a fase descendente da curva de Laffer (receitas começam a diminuir com o aumento da taxa de imposto).
Os alemães têm uma fobia da inflação (provavelmente porque foi uma das causas da ascensão do Hitler), mas, como está a economia não é de crer que seja esse o problema.
Outro problema é a mutualização das dívidas, através dos Eurobonds e, à qual os alemães se opõem. Pensam provavelmente conseguir utilizar isso como moeda de troca. É normal, são os que estão melhor da UE...
Não é um problema fácil porque numa solução de futuro, o simples auxílio aos países em dificuldade, sem alteração das políticas económicas não é suficiente. E isso, toda a gente sabe...
 
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Draghi (BCE) afunda bolsas e incendeia risco de ba
teixeiranet (seguir utilizador), 1 ponto , 22:13 | Sexta feira, 9 de dezembro de 2011
Alguém lhe dá uma granada de mão para ele acabar de vez com esta tragicomédia??
 
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RISCO DE BANCARROTA
Olisipone (seguir utilizador), 1 ponto , 11:14 | Sábado, 10 de dezembro de 2011
Com a penetração cada vez maior do Estado, vocacionado para o Interesse Geral, por grupos de pressão e interesses privados que estão vocacionados para o Lucro, obviamente que o Estado tem vindo não só a retroceder na sua Missão, como a desviar-se do seu Rumo e Objectivo. É que não há consciência de classe. A maior parte das pessoas que defendem o fim do Estado e a predominância da Inciativa Privada e da Economia de Mercado sobre o Estado, ou seja, o fim da diferença de objectivos entre o Sector Público e o Sector privado, defendem na realidade o direito ao enriquecimento pessoal não como projecto político de sociedade, mas como projecto individual. Não estão portanto a defender os interesses da sua classe, mas os interesses de um pequeno grupo de empresários e de investidores que se opõem ao Estado. A crença na "bondade" da Economia de Mercado e da Empresa equivale pois a defender os interesses de outra Classe, mas não é uma posição política, é apenas um projecto de promoção individual. Todos estes oportunistas não passam de Traidores à sua Classe e ao seu País!!!!

Por isso é que era necessário fazer uma Auditoria à Dívida Soberana, pois a crise que vivemos não é na realidade FINANCEIRA, mas sim CONTABILÍSTICA!!! Trata-se de direitos de crédito adquiridos sobre montantes virtuais que resultam de relações contratuais e não de transacções reais!!!
 
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