21/05/2012 atualizado às 16:11
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Descendentes de nazis e do Holocausto reunidos no mesmo filme

"Crianças de Hitler" reúne descendentes de nazis e de sobreviventes do Holocausto. Documentário revela que sobrinha-neta de um dos braços direitos de Hitler evitou ter filhos para não perpetuar o DNA "de um monstro".

Maria Luiza Rolim(www.expresso.pt)com agências
11:25 Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Em Crianças de Hitler, Monika Goth diz que perguntou à mãe quantos judeus o pai, Amon Goth, matou
Em Crianças de Hitler, Monika Goth diz que perguntou à mãe quantos judeus o pai, Amon Goth, matou
Reprodução

Quando tiveram conhecimento das atrocidades cometidas pelo tio, o oficial nazi alemão Hermann Goering , Betina Goering e o seu irmão decidiram submeter-se a uma esterilização para não perpetuarem o DNA "de um monstro". O depoimento da sobrinha-neta do comandante da Luftwaffe - o segundo homem mais importante na hierarquia do Terceiro Reich de Adolf Hitler -, e de outros descendentes nazis, é um dos momentos mais surpreendentes do novo e controverso documentário do israelita Chanoch Zeevi.

Pela primeira vez, num mesmo filme, as gerações pós-guerra encontram-se. O palco dos confrontos é Auschwitz. O filme "Crianças de Hitler" estará concluído até ao final deste ano. Os interessados poderão participar na sua produção, bastando para isso comprar, por antecipação, uma cópia do documentário, em suporte DVD, que será enviada posteriormente pela Maya Productions.

"Fascinantes familiaridades"


Chanoch Zeevi, realizador também de "Nadia's Friends", confessa ter encontrado "fascinantes familiaridades" entre os filhos da segunda geração do Holocausto. Ou seja, entre os descendentes dos líderes nazis - um pequeno grupo de homens e mulheres alemães que aceitaram falar sobre a vergonha pelos crimes cometidos pelos seus pais, tios e avós, e sobre como descobriram a verdade sobre o Holocausto -, e os que descendem das vítimas do genocídio.

Chanooch Zeevi, cujos avós morreram num campo de concentração nazi, diz que quando teve a ideia do filme "nessa noite não consegui pregar o olho. Sentia-me como uma criança que levou uma tareia. Primeiro, tentamos fazer algo para minorar a dor, mas depois tomamos consciência de que é preciso ir atrás de quem nos bateu. Entendemos que devemos sempre ouvir o outro lado. Os sobreviventes podem não ter forças para o fazer. mas os descendentes têm. E esses encontros ajudam-nos a seguir em frente".

O realizador Chanoch Zeevi prevê que o seu filme vá ser duramente criticado em Israel. "Muitas pessoas defendem que nos devemos concentrar apenas nas vítimas. Nunca ouvi nenhuma história do lado nazi, qual era o papel exato de cada líder, quais eram as sua responsabilidades e quanta influência Hitler tinha sobre eles, Na minha ótica, é impossível entender o Holocausto sem tentar ver de onde vieram as raízes do mal e como elas cresceram".

Zeevi confessa que não foi fácil conseguir pessoas dispostas a dar a cara. "Muitas, simplesmente desligaram o telefone. Ainda há quem se orgulhe desse passado e defenda a ideia nazi".

Descendente nazi casa com judeu


Mais de 60 anos depois da II Guerra Mundial, outro dos protagonistas do documentário, Ricardo, filho de Adolf Eichmanns , disse que simplesmente não consegue compreender porque o seu pai se tornou o "arquiteto" do Holocausto.

O passado também dominou a vida de Niklas Frank, que também dá o seu depoimento. O afilhado de Hitler e filho de Hans Frank - que foi chefe do governo na parte ocupada da Polónia e responsável pelos campos de extermínio no país -, dedicou boa parte do seu tempo a pesquisar e a escrever sobre o seu pai, e hoje faz conferências e palestras sobre o tema para jovens alemães.

"Sinto-me responsável pelas ações do meu pai, envergonho-me delas. Não posso amar um pai que fez o que ele fez. Existem duas maneiras de sobreviver como filho de um criminoso de guerra: defendê-lo até ao fim como o fazem os meus irmãos mais velhos, ou confrontar as suas ações e admitir: sim, o nosso pai foi um assassino", diz Niklas Frank no documentário.

O filme mostra, ainda, o confronto de Monika Hertwig, filha de Amon Goeth -chefe de Plaszów, campo de concentração, imortalizado no filme "Lista de Schindler", de Ralf Fiennes -, com um homem que lhe diz que o seu pai matou mulheres e crianças "por desporto". Durante muito tempo, ela acreditava que o pai tinha sido um soldado comum, que morrera no front russo. Amon Goeth foi julgado em 1946 e condenado à forca. Monika conta, ainda, como conheceu, aos 13 anos, o primeiro judeu.

Muitas outras histórias de vida são mostradas no documentário de Zeevi. Como a de Katrin Himmler, sobrinha-neta de Heirich Himmler , o segundo na lista abaixo de Hitler no Terceiro Reich.  

Katrin casou-se com um judeu, israelita, filho de sobreviventes polacos, e confessa que isso ainda hoje provoca admiração.

Betina Goering, que laqueou as trompas aos 30 anos por não desejar ter filhos que perpetuassem o sangue nazi, disse que o seu pai, falecido em 1981, nunca conversou com ela sobre o Holocausto. Nem sobre o seu tio, Hermann Goering, condenado à morte em 1946 junto com outros 11 pelo Tribunal de Nuremberga, mas que acabou por se suicidar.

Já a sua avó, Edda Goering, afilhada de Hitler, adorava o pai. "Recordo-me de estarmos a assistir a um documentário na televisão sobre o Holocausto e de ela ter dito que (o genocídio) não passava de uma mentira, que nada daquilo tinha acontecido", acrescentou Betina, que vive atualmente em Santa Fé, Novo México, onde é naturopata.

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Holocausto não vitimou apenas judeus
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 15:31 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Nos campos de concentração nazis foram executados milhões de pessoas das mais variadas nacionalidades e credos, mas a propaganda judaica assenhorou-se da palavra Holocausto como se tivessem sido as únicas vítimas, aproveitando-a com fins políticos e financeiros, claro.
Morreram nos campos de concentração na II Guerra Mundial 17 milhões de soviéticos (sendo 9,5 milhões de civis); 6 milhões de judeus; 5,5 milhões de alemães (3 milhões de civis); 4 milhões de polacos (3 milhões de civis); 2 milhões de chineses; 1,6 milhão de iugoslavos; 1,5 milhão de japoneses; 535 000 franceses (330 000 civis); 450 000 italianos (150 000 civis); 396 000 ingleses e 292 000 soldados norte-americanos.
E entre todas as vítimas contam-se judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, deficientes motores, deficientes mentais, prisioneiros de guerra, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de activistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas, pacientes psiquiátricos e criminosos de delito comum.
Mas não foram apenas os nazis a praticarem holocaustos. Soviéticos, chineses, japoneses, americanos, ingleses, franceses, mongóis, hunos, romanos, vikings, árabes, negros, portugueses, espanhóis, israelitas, australianos, brasileiros, holandeses, vietnamitas, tailandeses, indianos e mais alguns foram especialistas em barbaridades nos seus holocaustos.
 
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    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 18:53 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 2 pontos , 20:47 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 23:43 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
D. Fuas Toucinho (seguir utilizador), 2 pontos , 1:39 | Sexta feira, 11 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:04 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Xwing (seguir utilizador), 1 ponto , 9:55 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 18:56 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Holocausto não vitimou apenas judeus    Ver comentário
Heinrich.Ehrler (seguir utilizador), 1 ponto , 15:55 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Ainda hoje me surpreende...
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 12:17 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
saber que existe quem se orgulhe desse passado e defenda a ideia nazi ou que negue que o genocídio tenha sucedido.

Mas, na verdade, existem ainda pessoas dessas, como existe quem ainda confunda orientação sexual com moral e que, certamente se pudesse, faria algo semelhante em defesa da "natureza"...

Todavia, a maioria dos seres humanos não só condena a barbaridade, a crueldade, a ignorância e a falta de empatia dessa pequena minoria que corre sérios riscos de extinção, como demonstra com toda a exuberância que lhe é permitida que não compactua com criminosos, nem com desprovidos de inteligência e cultura.

Surpreendo-me, também, com a atitude de muitos descendentes de criminosos que não têm problemas em assumir a sua profunda vergonha pelo sangue que lhes corre nas veias e que, ao condenarem os seus pais, tios, avós e irmãos, mais não demonstram que todo o seu imensurável humanismo.

Consigo colocar-me no seu lugar e faria o mesmo que a sobrinha-neta da besta do Goering, pois perpetuar o ADN de um monstro é transmitir uma herança que a Humanidade dispensa.
 
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    Não existe DNA de monstros    Ver comentário
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Não existirá?    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 18:17 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Não existirá?    Ver comentário
bull26 (seguir utilizador), 1 ponto , 4:28 | Sexta feira, 11 de fevereiro de 2011
    Re: Não existirá?    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 8:55 | Sexta feira, 11 de fevereiro de 2011
    Re: Não existe DNA de monstros    Ver comentário
Sara Alexandra Antunes (seguir utilizador), 1 ponto , 15:37 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
SALVEMOS PORTUGAL...
GRIMALDI (seguir utilizador), 1 ponto , 12:28 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Trate-se de impedir que Socrates e xuxaria Lda, deixem descendentes, e assim Portugal sò poderà entrar na onda do sucesso.
 
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Confusões
M.Farid (seguir utilizador), 1 ponto , 13:20 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
"Betina Goering, que laqueou as trompas aos 30 anos por não desejar ter filhos que perpetuassem o sangue nazi"(citação da notícia)

Eis uma afirmação que revela uma concepção anti-científica,que confunde os mecanismos da heriditariedade.

O que se transmite aos descendentes são genes,não ideologias,idéias ou preconceitos.Era precisamente esta idéia, falsamente ancorada na Ciência,que Hitler,manipulando e "justificando" com as teorias de Charles Darwin,explorava para liquidar "os mais fracos"incluindo nestes os judeus,ciganos,negros,comunistas,homossexuais e todos os "sub-humanos",destinados à selecção natural,que o nazismo só fazia o "favor" de apressar.

É o tipo de afirmação que é usado também por quem quer manipular a Religião,em vez da Ciência,para fins criminosos.

Embora a afirmação de Betina Goering pretenda opôr-se à ideologia nazi,é simultaneamente simétrica e gémea desta.
 
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    Re: Confusões    Ver comentário
Lonet (seguir utilizador), 2 pontos , 18:33 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Não existe DNA de monstros há é sistemas que...
Professor.com.muita. (seguir utilizador), 1 ponto , 14:23 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
A opção tem uma forte carga simbólica, que é abdicar da maternidade como reposta indignada ao que os sequazes de hitler fizeram.
Mas, não existe DNA monstruoso e a dita senhora, na sua humanidade é a prova disso.

Existe o homem, os seus genes, a sua educação e as suas circunstâncias.

Para impedir os fenómenos tipo nazismo é preciso perceber que aquela monstruosidade foi cometida por gente comum, com DNA "normal".
Se começarmos a achar que é preciso um DNA especial para fazer aquelas barbaridades, estamos muito mal...
 
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    Re: Não existe DNA de monstros há é sistemas que..    Ver comentário
Vera Santorini (seguir utilizador), 1 ponto , 23:00 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
    Re: Não existe DNA de monstros há é sistemas que..    Ver comentário
Trapezio (seguir utilizador), 1 ponto , 23:15 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
tem muitas formas;de se cometerem crimes;contra os
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 23:51 | Quinta feira, 10 de fevereiro de 2011
Tem;muitas formas;de se cometerem crimes;contra os povos.O SALAZAR;não matou milhões diretamente;mas cometeu crimes;iguais;ou piores;que o hitler..Apesar que eu jamais defenderia o maior criminoso do mundo..Mas;como dizia;o salazar;ao praticar um tipo de regime ditatorial;e criminos;o que fez;em nosso amado portugal..??Isto;já para não falar nos povos das ex-colónias;que por lá;os crimes;também foram ainda maiores;que no nosso dito portugal europeu..OU SEJA.Em portugal;continental;quantos milhões;não foram excluídos;do ensino;e de todos os seus direitos;que um povo deveria terem sido respeitados..??pergunto quantos milhões de portugueses;lhes foi roubado;o direito á educação;e ao ensino gratuito;e claro;quantos milhões;morreram;com tanto sofrimento;que o regime fascista;inflingíu ao nosso povo.??Afinal;foram quase 50 anos;em que o fascismo;dominou o nosso povo de portugal..Agora;também;quero sim falar;quantas pessaos ;lá em áfrica;e noutros pontos aonde o portugal;dos tempos dos fascistas;por lá nesses ditos territórios;ou colónias..Afinal;isto só para falar;só nos tais 48 anos de fascismo.E SE FORMOS ANALIZAR;MAIS DE 500 ANOS DE COLONIALISMO..eNTÃO;FORAM TALVEZ AINDA MAIS VÍTIMAS;QUE O HITLER;FEZ;DURANTE 5 OU 6 ANOS..é SÓ;PARA ENTENDER;QUE AFINAL;AO LONGO DA HISTÓRIA;SEMPRE TEM HAVIDO;MUITO CRIME;COMETIDO;PELOS GOVERNANTES;E QUE NEM SE FALAM NESSES CRIMES..E PORQUÊ..??/E É CLARO;PARA NEM FALAR;QUANTOS MILHÕES NOS TEMPOS DO IMPÉRIO ROMANO;FORAM MASSACRADOS;PELOS ROMANOS;EM TO
 
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