Investigadores do Conselho Superior de Investigações Cientifica conseguiram criar um derivado sintético da morfina que, administrado em ratos, mostrou ser 100 vezes mais eficaz e duas vezes mais duradouro que a morfina, tendo ainda menos efeitos secundários.
A descoberta, divulgada no Journal of Medicinal Chemistry
, parece ir no sentido da criação de novos e melhores analgésicos para as dores crónicas.
Gregorio Valencia, um dos investigadores responsáveis, referiu ao jornal "El País"
que "apesar de nos últimos 40 anos se terem descoberto novos compostos com capacidade analgésica, não se registaram avanços significativos entre o leque de fármacos disponíveis para o tratamento da dor crónica" e que "esta é a primeira vez que se fala num derivado açucarado da morfina que tem mais capacidade analgésica que o fármaco original".
O investigador diz que o derivado não produz tolerância após uma administração, nem mudanças significativas no metabolismo, referindo que não foram notadas mudanças na pressão sanguínea, nem no ritmo cardíaco dos ratos.
A morfina é actualmente o fármaco mais usado para a dor crónica, mas tem significativos efeitos secundários, como a insuficiência respiratória, tolerância, dependência e prisão de ventre.