O clientes do BPP
exigiram hoje a demissão em bloco da administração, após uma reunião de uma hora e meia em que reivindicaram o pagamento dos seus depósitos.
"Exigimos a demissão em bloco desta administração que não defende os nossos direitos", disse à agência Lusa
Durval Padrão, um dos clientes do retorno absoluto do BPP.
Durval Padrão explicou que a solução proposta pela administração foi a subscrição do fundo que os clientes do retorno absoluto rejeitam subscrever.
A administração do Banco Privado Português (BPP) garantiu hoje estar a fazer tudo para encontrar a melhor solução para os clientes e lamentou a situação "angustiante em que foram colocados".
Em comunicado enviado após uma reunião com os clientes, a administração informou que escutou as suas preocupações e garantiu que "sempre tudo fez e tudo está a fazer, na busca da melhor solução para os clientes, embora não possa permanentemente andar na praça pública a anunciá-lo".
A administração disse ainda reconhecer e lamentar "a situação angustiante em que [os clientes] foram colocados" e apelou "à serenidade e à compreensão dos seus clientes, pois é essencial ao objectivo que tem guiado toda a sua conduta de defender os interesses dos clientes do BPP".
A reunião do administrador João Ermida, através de vídeo-conferência, com três representantes dos clientes de retorno absoluto, que ocuparam o banco, prolongou-se durante cerca de hora e meia.
No final da reunião, os clientes revelaram-se "desiludidos" com a falta de soluções apresentadas pela administração do banco e exigiram "a demissão em bloco da administração".
"Esta administração não está a defender os nossos direitos pelo que deve ser demitida", argumentou Durval Padrão, em declarações à agência Lusa.
Apesar do administrador ter apelado aos clientes que "desocupassem rapidamente as instalações" do BPP, cerca de uma centena de clientes de retorno absoluto promete continuar "de pedra e cal" na sede do banco para reivindicar o pagamento dos seus investimentos.
Em declarações à Lusa, Ana Vasconcelos garantiu que "o grupo de clientes está disposto a pernoitar no banco".
"Só sairemos do edifício quando houver uma solução para reavermos os nossos depósitos", acrescentou.