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Cérebro tem 'ilha' que detesta perder dinheiro

Se a crise lhe dá a volta ao estômago, esta notícia é para si. É que a ligação do cérebro ao estômago também passa afinal pela carteira.

Mário Lino, correspondente no Algarve
14:10 Domingo, 22 de março de 2009
Existe uma parte do cérebro que desempenha um papel importante na forma como reagimos com as perdas
Existe uma parte do cérebro que desempenha um papel importante na forma como reagimos com as perdas

Expressões como "dá-me um nó no estômago" ou "essa é difícil de engolir", que ligam reacções a situações adversas com a nossa função digestiva, podem afinal fazer mais sentido do que à partida se poderia pensar.

Um estudo recentemente efectuado por especialistas da Universidade de Stanford, na Califórnia, revela que existe uma parte do cérebro, chamada ínsula (derivado de ilha), que desempenha um papel importante na forma como reagimos emocionalmente com as perdas, incluindo as crises financeiras.

Rica em receptores de dopamina, a ínsula está ligada às emoções, à motivação e também aos comportamentos viciantes. Está também associada às chamadas reacções viscerais, provocadas por cheiros nauseabundos ou pela antecipação da vertigem de uma montanha russa. O que os cientistas descobriram é que também o dinheiro, ou a falta dele, pode provocar o mesmo tipo de reacções, devido à mesma região do cérebro.

Segundo os neurologistas (Shiv B, Loewenstein G, Bechara A, Damasio H, & Damasio, entre outros), ao passo que as células da ínsula não respondem quando os investidores ganham dinheiro em apostas ou investimentos, o mesmo já não acontece quando o dinheiro 'lhes foge'. "Quanto mais as células ficam activas após uma perda avultada, maior a hipótese de não correr riscos numa próxima aposta", garantem os cientistas.

Para os investigadores, é a antecipação da perda e não a perda efectiva, que desencadeia a reacção do cérebro, situação explicada pelo 'instinto' da espécie humana, necessário à sua própria sobrevivência.

Mas, quando aplicamos o 'instinto' à parte financeira, isso pode ter custos elevados. Um outro estudo colocou lado a lado várias pessoas, com 20 dólares (cerca de €15) cada uma. Foi-lhes pedido que tomassem uma série de decisões financeiras: para apostar um dólar, ou para ficar com ele.

Após cada rodada de decisões, os investidores atiravam uma moeda ao ar: caras perdiam 1 dólar, coroas ganhavam 2 dólares e meio. De acordo com as probabilidades, existiam 13% de hipóteses de acabar com menos de 20 dólares após 20 rodadas, pelo que fazia sentido apostar o dólar todas as vezes. Mas não foi isso que aconteceu: afinal, acabaram por escolher apostar apenas em 58% das vezes.

Num segundo grupo, de pessoas com danos cerebrais justamente na área da ínsula, os investidores apostaram o seu dólar 84% das vezes, muito à frente dos jogadores ditos 'normais'.

Palavras-chave  Ciência
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Que contradição com a vida real...
makiavel (seguir utilizador), 2 pontos (Interessante), 17:46 | Domingo, 22 de março de 2009
Quanto mais as células ficam activas após uma perda avultada, maior a hipótese de não correr riscos numa próxima aposta", garantem os cientistas.

E que diz a vida real?

Desde o jogador de casino que já só tem a alma para apostar, até aos financeiros que nos lançaram neste caos, parece que a teoria da preservação face à hipótese de perda não encontra demonstrada.

É pena, evitava muita desgraça.
 
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ilha ou...
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 19:29 | Domingo, 22 de março de 2009
...quadrilha!
 
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Cérebro faliu.
ilumimado (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 22:29 | Domingo, 22 de março de 2009
Cérebro faliu, porém sua fortuna pessoal encontra numa conta de um banco num offshore.
 
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A VONTADE CONTRA A COMPULSAO
Musoko (seguir utilizador), 2 pontos , 22:40 | Domingo, 22 de março de 2009
As perdas financeiras conduzem a depressao. A iminencia de uma perda provoca angustia. Quando se aceita que se tem X para gastar durante um certo periodo de tempo e nao mais, mantendo o controlo, o nosso cerebro reorganiza-se, por instinto, criando prioridades que dantes não eram; por exemplo, pode priorizar-se a comida em vez da roupa, das viagens, do telemovel, da net. Aqui entra a luta entre a vontade e a compulsao ou dependencia, uma luta cruel que nos modifica porque o nosso comportamento pode alterar-se, podemos tornar-nos antissociais para controlarmos o nosso dinheiro. Se nao sairmos da negacao, podemos criar uma duplicidade em nos proprios, autoconvencendo-nos de que temos dinheiro quando nao temos, fazendo mal as contas, iludindo-nos para afugentarmos a depressao e algumas vezes a ideia de suicidio.
Quando lidamos com os outros, 20+30+50 são 100. Qd lidamos com as nossas dividas o nosso cerebro defende-se, aquela conta pode dar 70 ou 80 e nós acreditamos que essa conta errada esta certa.
Rui Ramos
 
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Está mal traduzido...
userEX25838 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:57 | Domingo, 22 de março de 2009
...pelos cientistas. Ainda não perceberam bem aquela fase das células a activarem-se.
Se isso fosse tão simples como se justifica que a «malta» carregue nos cartões crédito mesmo quando está enterrada,diminuindo qualquer saída financeira para as suas vidas?
 
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O cérebro é capitalista
userEX25838 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:05 | Domingo, 22 de março de 2009
só pode ser isso. Quem diria que na nossa cabecinha existe uma pequena «ilha» banqueira com queda para o lucro? Isto será verdade para todos ou só para aqueles que já têm o chip implantado por encontros do terceiro grau com extra-terrestres?
 
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Ilha
felicidade (seguir utilizador), 1 ponto , 19:26 | Domingo, 22 de março de 2009
Na minha ilha houve um marmoto. Já nada funciona cientificamente para estes lados... as células desactivaram por completo.
 
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A ilha estatal
roze (seguir utilizador), 1 ponto , 21:05 | Domingo, 22 de março de 2009
nunca perde, razão porque a actividade nervosa dos governantes se compara a actividade nervosa dos vampiros.
 
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Sempre há uma razão científica...
c barreiros (seguir utilizador), 1 ponto , 22:08 | Domingo, 22 de março de 2009
Afinal há uma razão científica para a ganancia, agiotagem, a avareza e não é, como se apregoa para aí, provocado pelo mau carácter,ao egoísmo, banditismo.
Estas distribuições de milhões pelos gestores, investidores e outros estupores são uma espécie de bicarbonato de sódio para estômagos mais sensíveis.
Quem os f...
 
 
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Este teste deve ter sido feito...
Xico Taxista (seguir utilizador), 1 ponto , 18:56 | Quarta feira, 25 de março de 2009

... no cérebro daquele indivídui que sabe dizer 3 palavras em português.

E também no de alguns donos de hipermercados.

 
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