Afonso Dias, que hoje foi absolvido do rapto de Rui Pedro, saiu cerca das 17h20 do tribunal de Lousada, protegido por militares da GNR para evitar que fosse agredido por populares que se concentraram à porta do tribunal.
O clima nas imediações do tribunal ficou tenso depois do coletivo de juízes ter absolvido Afonso Dias do crime de rapto da criança de Lousada, desaparecida a 4 de março de 1998.
"A justiça é uma vergonha", "é injusto", "a justiça não foi feita" - foram algumas das palavras de ordem gritadas pelas várias dezenas de populares que se juntaram hoje à tarde à porta do tribunal e que obrigaram a GNR local a reforçar a segurança em redor do arguido.
Advogado de defesa satisfeito
Entretanto, o advogado de Afonso Dias manifestou-se satisfeito com absolvição do seu cliente, mas disse estar triste por esta ter sido tomada "tão tarde".
Questionado pelos jornalistas à porta do tribunal, o advogado Paulo Gomes afirmou: "O julgamento esclareceu sobre os factos que estavam na pronúncia. Era isso que estava em causa. Era sobre isso que tinha que esclarecer".
Todos os portugueses que se multiplicam para chegar ao final do mês devem perguntar-se se faz sentido suportar os chorudos ordenados dos magistrados.
Isto como está não pode continuar. O ministério publico pediu 7 anos baseado em quê? E se foi baseado em provas como é que se passa de 7 anos para uma absolvição. Alguém está louco neste reino.
Eu não sei se o homem é culpado, o que sei é que eram pedidos 7 anos baseados em algo e que os tribunais não conseguem chegar a lado nenhum. A criança desapareceu e ninguém sabe nada, e isto apesar de termos uma policia judiciária que é muito competente.
Quem é louco? O ministério publico? Os juízes ou nós que lhes pagamos?
Temos de encontrar uma solução porque mais valia termos tribunais cheios de magistrados de plástico. O resultado era o mesmo e saia mais barato.
Este regime começa a parecer-se perigosamente com uma provocação a Deus.
Atenção, se pensam que já estão a sofrer pesadas penas isto pode ser apenas o aperitivo dum menu que não ides desejar.
Quando a Ministra protesta a sua fé mas pede chuva eu pergunto: (perdoem-me o estilo bíblico): Que andasteis vós a fazer (ou a não fazer) para irritardes Deus Nosso Senhor? Tereis pensado porventura nisso? Agora quereis chuva mas na hora da injustiça não pensasteis nisso, não é verdade? Só vos lembrais de Santa Bárbara quando troveja! Valha-vos Deus:
Eu tenho que ser franco convosco: não dou um chavo pela república nem pela partidocracia!!
A prazo, são insustentáveis se prezarmos a honra e a dignidade e o esforço indescritível dos Reis que ergueram este Reino pela vontade de Deus.
Ou somos dignos dos nossos antepassados ou o melhor é comprar uma corda sólida para o fim em que estais a pensar!
pareceu-me que nada de "seguro" havia no caso apresentado pelo MP... mas sorrateiramente aproveitado pelos advogados dos pais do desaparecido.
Para ser sincero, esperava que o colectivo de juízes acusasse o único arguido em questão pois os "tempos" estão mais para isso do que para uma justiça com isenção e, por isso, congratulo-me com a decisão do mesmo - eu nem sequer julgo se o arguido tinha, ou não, qualquer culpa no processo de desaparecimento do Rui Pedro... acho é que não havendo provas concretas se deve evitar cair num erro judicial.
Lamentáveis continuam a ser as cenas habituais montadas "por populares que se concentraram à porta do tribunal" - é gentinha que pelos vistos exige muito mas que dá pouco à nossa sociedade: será que faltam ao trabalho para poderem desforrar um pouco dos seus problemas, numa autêntica cena medieval, nos que julgam serem culpados?
Conheço um caso que ao fim de 60 anos de julgamento e sendo os juízes incapazes de provar se tinha havido tentativa de assassínio, mandaram arquivar o processo.
Por esta altura, também já não valia a pena esclarecer nada, pois o possível alvo era já um esqueleto lindíssimo sem um bocadinho que fosse de carne!
Consta que os netos processaram o estado porque acharam a justiça um tudo nada lenta!!