O ponto 3 do comunicado divulgado há minutos pela Procuradoria-Geral da República é taxativo: "A existência de qualquer conduta ou intervenção de magistrado do Ministério Público, junto dos titulares da investigação, com violação da deontologia profissional, está já a ser averiguada com vista à sua avaliação em sede disciplinar". Com esta declaração, Pinto Monteiro parece reconhecer que houve tentativas de interferência.
No mesmo comunicado, e no que parece ser um recado para João Palma - o novo presidente do sindicato do Ministério Público que afirmou ter havido pressões graves -, Pinto Monteiro garante que "idêntico procedimento será adoptado relativamente a comportamentos de magistrados do Ministério Público que intencionalmente e sem fundamento, visem criar suspeições sobre a isenção da investigação".
Pinto Monteiro, que reuniu ontem com a directora do DCIAP, Cândida Almeida e os dois procuradores que investigam o caso, Vítor Magalhães e Paes Faria, garante mais uma vez que a investigação está a ser feita "com completa autonomia, sem quaisquer interferências, sem pressões, sem prazos fixados, sem directivas ou determinações". Foram os próprios titulares da investigação que "expressa e pessoalmente" o reconheceram, acrescenta o comunicado do PGR.