A Comissão Europeia afastou hoje a possibilidade de Portugal poder recorrer a outro mecanismo de ajuda diferente daquele que está previsto desde há um ano e que pressupõe a negociação de um programa de ajustamento económico com condições estritas.
"Os Estados-membros da Zona Euro chegaram a acordo para criar um mecanismo em maio último e é apenas isso que existe hoje", disse o porta-voz comunitário para os Assuntos Económicos e Monetários, acrescentando que "para além disto não existem outros mecanismos".
Amadeu Altafaj Tardio precisou que não há qualquer pedido ou conversações nesse sentido.
O Público noticia hoje que "responsáveis políticos nacionais e europeus estão a avaliar a possibilidade de a União Europeia conceder um empréstimo de curto prazo a Portugal antes das eleições legislativas antecipadas de 5 de junho".
"Temos neste momento um mecanismo que consiste no fundo europeu de estabilização financeira (FEEF) e no mecanismo europeu de estabilização financeira (MEEF) para os quais as condições de acesso são conhecidas", explicou Altafaj Tardio.
Cabe ao país da Zona Euro em dificuldades para pagar a sua dívida pública iniciar o pedido de ajuda.
O mecanismo de resgate europeu, que inclui também uma parte em ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI), é iniciado com um pedido oficial do governo em questão e negociação em seguida de um programa de ajustamento económico que agrupa as condições necessárias para beneficiar da ajuda.
"Isso é tudo o que existe hoje e o governo português participou nas discussões para estabelecer este mecanismo", disse o porta-voz.