Os clientes do BPP que exigem a demissão da administração do banco fazem-no por desconhecerem o andamento das negociações sobre o futuro da instituição, disse hoje o banco, acrescentando que o processo tem de ser conduzido longe da praça pública.
"A administração do BPP (...) tudo está a fazer na busca das melhores soluções para os clientes, sendo que, como é seu dever, não pode estar a descrevê-las, na praça pública, por motivos de relacionamento institucional com as autoridades e porque esse conhecimento público certamente prejudicaria a defesa dos interesses dos clientes", afirmou a administração do BPP em comunicado.
"Os clientes, por não terem esse conhecimentos, e apenas por isso, podem colocar por vezes em dúvida esse esforço e emprenho", acrescenta o comunicado.
A equipa liderada por Adão da Fonseca informou que a delegação do banco no Porto vai estar encerrada ao público durante o dia de hoje, devido a "manifesta falta de condições de trabalho e de segurança".
Os clientes do BPP que pretendam contactar o banco podem assim fazê-lo através da sede em Lisboa e através dos funcionários da banca privada.
Do grupo inicial de uma centena de clientes que ocuparam quinta-feira as instalações do BPP no Porto, cerca de cinquenta passaram a noite no local, acompanhados por agentes de polícia e seguranças, "não se tendo registado quaisquer incidentes durante a noite".
A administração diz no comunicado continuar a "pugnar para que os clientes sitiantes abandonem pacificamente e por sua livre vontade as instalações do Porto, permitindo assim o regresso da normalidade".