BE e PCP voltaram ao caso BPN. Os comunistas propuseram uma auditoria, a realizar pelo Tribunal de Contas, aos números do banco. Já o Bloco avançou com uma proposta de inquérito parlamentar com o objetivo de conhecer a gestão pós nacionalização e de perceber se o comprador BIC foi favorecido no negócio. Os sociais-democratas e os centristas vão apoiar a iniciativa do PCP e analisar a do BE.
O PSD, pela voz de Miguel Frasquilho, disse que "irá apoiar" a auditoria proposta pelo PCP e que, em relação a comissão de inquérito, "está a analisar e em devido tempo tomará uma decisão".
Já João Almeida, do CDS, afirmou que a proposta do PCP é uma "iniciativa nova" que terá o apoio do seu partido. Quanto ao inquérito parlamentar, o deputado centrista avançou que o pedido do Bloco será ainda estudado, mas deixou claro que, "havendo dados que o justifiquem", "não será pelo CDS que deixará de haver".
BE quer conhecer custos da nacionalização
João Semedo, deputado do Bloco de Esquerda, apresentou hoje as razões que levam o partido a pedir um inquérito parlamentar à gestão, por parte da CGD, do BPN. Para o bloquista, "esta é a única forma de ultrapassar o muro de silêncio deste e do anterior governo" em relação a este caso.
Apelidando a nacionalização do BPN como "a mais ruinosa operação das finanças Públicas", o Bloco quer "mais informações e mais esclarecimentos" sobre a forma como foram utilizados "o total dos recursos" investidos no banco que, segundo João Semedo "já ultrapassam os 5 mil milhões de euros".
Com o inquérito parlamentar, o partido pretende ainda "conhecer em detalhe e com rigor os contornos da operação da venda" e esclarecer " se há favorecimento do comprador".
João Semedo vê como "muito positivo" o apoio do PS à proposta do Bloco inquérito e não acredita "que haja um só deputado na Assembleia da República que se manifeste contra a comissão de inquérito".
Em relação à proposta comunista, que pretende uma auditoria ao BPN no Tribunal de Contas, o deputado do Bloco relembrou que o ano passado foi aprovado no Parlamento um pedido com esse intuito e que até agora "nem PSD nem CDS nestes últimos oito meses, se lembraram, enquanto partidos que sustentam o Governo, de solicitar ao Tribunal de Contas que concretizasse essa auditoria".