A autópsia ao feto de oito meses que perdeu a vida, três dias depois de a mãe ter sido vacinada contra a gripe A, revela que a morte terá ocorrido na "sequência de alterações da circulação sanguínea"
Os resultados da autópsia, realizada hoje, não permitem concluir se é possível associar a vacinação contra a gripe A (H1N1) à morte do feto ou não, confirmou à agência Lusa fonte do Hospital de Portalegre.
"Os resultados revelam que a morte do feto
terá ocorrido 18 a 24 horas antes da extracção do mesmo. De acordo com a autópsia, o feto terá morrido na sequência de alterações da circulação sanguínea (anóxia aguda). No entanto, desconhece-se a causa que esteve na origem destas alterações", lê-se no comunicado emitido pelo hospital.
Apoio psicológico
O documento acrescenta que "foram colhidos tecidos fetais e da placenta para exames, que poderão vir a contribuir para o esclarecimento da causa da anóxia".
Prevê-se que "no final da semana" sejam conhecidos os resultados destes exames, revelou fonte do hospital, confirmando ainda que a família que perdeu o feto de oito meses está a receber apoio psicológico do Hospital de Portalegre.
Uma grávida de 34 semanas perdeu o bebé no sábado, três dias depois de ter sido vacinada contra a gripe A (H1N1), dois factos que os familiares suspeitam que estejam ligados, mas que o hospital diz não ser possível relacionar.