Antes de embarcar em Amesterdão, num voo com destino a Detroit (Estados Unidos), o homem atravessou sem levantar suspeitas os controlos de segurança regulamentados, segundo indicou um porta-voz do organismo nacional de luta contra o terrorismo. Os controlos não impediram que o indivíduo subisse a bordo com material explosivo.
"Ainda que os controlos se tenham efectuado de forma correcta, não podemos descartar que subissem ao avião objectos potencialmente perigosos", reconheceu o porta-voz. Na sua opinião, pode tratar-se de objectos dificilmente detectáveis pelo controlo de metais.
O autor da explosão tinha fixado material explosivo à perna que tentou detonar injectando produtos químicos com uma seringa.
Após a tentativa de atentado, o avião conseguiu aterrar com normalidade em Detroit, mas alguns dos 278 passageiros sofreram igualmente queimaduras de pouca monta.
O autor da tentativa de atentado, Abdul Faruk Abdulmutallab, que afirma pertencer à organização terrorista Al-Qaida, era estudante de engenharia no University College de Londres e já era conhecido pela polícia britânica, que segundo a BBC estava hoje a investigar um apartamento nas proximidades da universidade.