A polícia britânica anunciou hoje que está a levar a cabo em Londres diligências relacionadas com o homem que na sexta-feira activou um engenho explosivo durante um voo entre Amesterdão e Detroit (Estados Unidos).
"Estamos em contacto com as autoridades norte-americanas e temos investigações em curso em Londres", informou um porta-voz da Scotland Yard, acrescentando que a polícia está a fazer buscas em residências. Por seu turno, o aeroporto de Madrid-Barajas activou hoje mais apertados procedimentos de segurança nos voos com saída da capital espanhola para os Estados Unidos, após o incidente provocado por um nigeriano que activou um engenho explosivo artesanal num avião com destino a Detroit.
O avião conseguiu aterrar com normalidade no seu destino, mas alguns dos 278 passageiros sofreram igualmente queimaduras de pouca monta. O autor da tentativa de atentado, Abdul Faruk Abdulmutallab, que afirma pertencer à organização terrorista Al-Qaida, era estudante de engenharia no University College de Londres e já era conhecido pela polícia britânica, que segundo a BBC estava hoje a investigar um apartamento nas proximidades da universidade.
Também a Nigéria anunciou ter aberto uma investigação sobre o incidente e prometeu colaborar com as autoridades norte-americanas, refere um comunicado divulgado hoje pela sua ministra da Informação, Dora Akunyili.
"O vice-presidente da República Federal da Nigéria, Goodluck Ebele Jonathan, ordenou aos serviços de segurança nigerianos que investiguem o incidente", indica o comunicado, onde se esclarece que já estão em curso medidas para verificar "a identidade do suspeito e as suas motivações".
Por seu lado, a transportadora aérea KLM esclareceu hoje que não teve a seu cargo o controlo de passageiros do voo proveniente da Nigéria com destino a Amesterdão, em que viajou o autor do atentado. Segundo um porta-voz da KLM, citado pela agência noticiosa ANP, a companhia operava neste caso como simples "transportadora" e o controlo de passageiros dependia da polícia holandesa.
Fonte da polícia citada pela agência indicou que o suspeito chegou a Amesterdão num voo da KLM proveniente de Lagos, na Nigéria, não tendo saído da zona de trânsito do aeroporto de Schipol nem passado pelo posto de controlo de passaportes.