Passados os dias da ira, Fernando Pais António, árbitro da Associação de Futebol de Setúbal conhecido pela alcunha de "Ferrari" devido à sua suposta causa benfiquista, explica pela primeira vez o lance que dividiu a Segunda Circular, agitou o país e ditou a saída intempestiva do Sporting da Liga de clubes.
"A grande penalidade foi de imedito assinalada pelo sr. Lucílio e eu, estando longe como é certo, quando vejo o lance em questão [entre Di María e Pedro Silva] e como ele ocorre, tudo me leva a crer que a decisão da grande penalidade é acertada", começa por explicar Fernando Pais António sobre o lance polémico na área do Sporting, aos 73 minutos de jogo.
"Depois da conversa entre o árbitro e o outro árbitro assistente, em que este lhe confirma que não viu o lance de forma a lhe dar uma certeza, eu senti a necessidade de reforçar a decisão do árbitro no sentido de lhe dizer que, pelo que vi do lance e do sítio onde estava, também me pareceu que era grande penalidade. E foi isso o que aconteceu. O árbitro pergunta-me o que eu achava do lance e transmiti-lhe que, do local onde estava, era penálti", reforça.
Na sequência do lance, o Benfica empatou o jogo e 'forçou' o prolongamento, acabando por conquistar o troféu no desempate por penáltis.
"Torno a dizer que a minha indicação foi apenas no sentido de reforçar a opinião do árbitro, até porque a grande penalidade foi de imediato assinalada logo que o lance ocorreu. Torno também a dizer que, caso ocorram lances idênticos a este, continuarei a dar a minha opinião e sempre que me seja solicitada, visto que não me posso abster de a dar. Faço parte de uma equipa e como tal terei de dar a minha colaboração sempre que for solicitado, quer o árbitro aceite ou não, dado que a decisão final é sempre do árbitro, seja numa final ou em qualquer outro jogo", conclui o árbitro assistente de Lucílio Baptista no 'derby' disputado no Estádio Algarve.
De referir que Fernando Pais António prestou este esclarecimento ao Expresso, hoje, via correio electrónico.