Há muito que as mulheres se queixavam. Os maridos recebiam o ordenado e elas não sabiam quanto, ou quando. Como a família quase sempre tem essa única fonte de rendimento, ficavam todos dependentes do capricho do marido -- ou das amantes deles. Pois, segundo parece, era mesmo de amantes que frequentemente se tratava. Os maridos, funcionários públicos, limitavam-se à dar às esposas, dia a dia, o necessário para comer. O resto desaparecia. Agora o governo províncial de Gorontalo, na Indonésia, decidiu acabar com o problema. Na linha de outras medidas de combate ao adultério já antes tomadas, vai passar a depositar directamente o ordenado dos seus funcionários na conta das respectivas esposas, para elas gastarem conforme acharem prudente. Alguns funcionários aprovam, outros não. Se por acaso o marido tiver várias mulheres -- a lei ali é muçulmana -- deposita-se o dinheiro na conta da primeira delas. Cuja posição fica ainda mais reforçada.