Depois do cordão humano pelas ruas de Valadares ontem à tarde, os trabalhadores da fábrica de cerâmica vão encontrar-se, hoje, durante a tarde, com o novo secretário-geral da CGTP-IN, à porta da empresa, onde permanecem em vigília desde segunda-feira.
Arménio Carlos decidiu manifestar a sua solidariedade e ouvir pessoalmente os mais de 100 trabalhadores da Cerâmica de Valadares, embora não tenha garantias que será recebido pela administração da empresa.
"Vem ouvir o que temos para dizer, mas até agora não sabemos se iremos ser recebidos pela administração", afirma Manuel Mota, membro da Comissão de Trabalhadores.
Vigília é para manter
A posição dos trabalhadores é a de manter o boicote de entrada e saída de viaturas de transporte de mercadorias, enquanto a empresa não pagar pelo menos um dos ordenados em falta.
"Para já, o que está decidido é não desmobilizar a vigília até que a administração pague o que nos deve, embora os trabalhadores estejam disponíveis para permitir o transporte de mercadorias a partir do momento em que nos paguem pelo menos o mês de dezembro", refere Manuel Mota.
Terça-feira, a administração da empresa comprometeu-se a pagar hoje um mês de salário em atraso, enquando o ordenado de janeiro seria liquidado a 17 de fevereiro. A proposta foi recusada, aguardando agora a Comissão de Trabalhadores novo encontro com a administração para chegar a "um ponto de entendimento razoável para os funcionários".