O novo secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apelou para a unidade na ação a partir dos locais de trabalho, contra a retirada de direitos laborais e sociais.
"A CGTP, hoje mais que nunca, apela à unidade na ação, nos locais de trabalho, contra a retirada dos direitos aos trabalhadores", disse Arménio Carlos, no encerramento do XII Congresso da Intersindical, que decorreu em Lisboa durante dois dias.
Para Arménio Carlos, a unidade na ação "não é feita por cima, é feita por baixo", entre os trabalhadores das várias filiações sindicais nos locais de trabalho.
O sindicalista referiu, a título de exemplo, as greves que estão marcadas para 2 e 3 de fevereiro, nomeadamente no setor dos transportes e aproveitou para apelar para a participação de todos, incluindo dos reformados, na manifestação nacional marcada para 11 de fevereiro.
Arménio Carlos lembrou um dos desafios que saem deste congresso - a sindicalização de 100 mil trabalhadores nos próximos quatro anos - e explicou a importância desta aposta para assegurar a autonomia financeira da central.
Movimento sindical é independente
"Este movimento sindical é independente. O dinheiro desta central só vem dos trabalhadores, é por isso que temos de sindicalizar mais", frisou.
Na longa intervenção que proferiu, a primeira na qualidade de secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos desvalorizou a "polémica" em torno dos resultados eleitorais e enfatizou o rejuvenescimento do movimento sindical.
Explicou que a regra que a CGTP tem relativamente à idade dos sindicalistas assegura esse rejuvenescimento e mostra "o desapego ao poder" dos que saem, pois ajudaram a encontrar soluções para a sua substituição.
Arménio Carlos salientou também a importância do programa de ação e da Carta Reivindicativa hoje aprovados, para o futuro da central.
"Há um compromisso de prosseguir e aprofundar o projeto unitário e democrático da CGTP. É o projeto de todos e não só de alguns", concluiu.