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Aprenda a escolher a sua bicicleta

Entre um veículo realmente barato e que o ajuda a manter-se em forma e um veículo realmente ecológico e que o leva de um lado para o outro sem despesas as diferenças são muitas.

Paulo Cavaleiro
9:48 Sexta feira, 26 de junho de 2009
Aprenda a escolher a sua bicicleta

Talvez nunca lhe tenha passado pela cabeça, mas a bicicleta é o meio de transporte mais eficiente do planeta. Sim, leu bem. O mais eficiente. E por esta simples razão: nenhum outro consegue, com a mesma quantidade de energia, levá-lo tão longe. Nenhum carro, nenhuma moto. Nenhum foguete espacial, avião ou comboio, por mais sofisticados que sejam, conseguem igualar a eficácia energética deste veículo.

Ainda não acredita? Imagine a energia contida num hambúrguer: 590 kcal. Um carro consegue, com esta quantidade de energia, andar 800 metros. Uma pessoa, a pé, 15 km. Uma bicicleta... 42 km. Mas há mais. É um meio de transporte barato (totalmente auto-sustentável energeticamente), é do mais ecologicamente correcto que existe e não exige nenhuma aptidão especial. Até porque, ao que parece, nunca nos esquecemos de como andar numa.

Claro que também há desvantagens. A principal é que nenhuma bicicleta anda sozinha. Nem as eléctricas. E é aqui que entramos nós. As nossas pernas, mais concretamente. Mas também não é razão para dramatizar. Afinal de contas, o facto de a bicicleta necessitar do nosso esforço para fazer sentido, até nem é desvantagem nenhuma. Antes de desistir já, pense lá um bocadinho. Se não acha assim tão estranho ficar fechado num ginásio a correr em cima de um tapete durante duas horas sem sair do mesmo lugar, porque é que andar de bicicleta há-de ser pior? O corpo agradece. E mal, não há-de fazer.

Quem já viajou pela Europa certamente deve ter reparado que há muita gente que faz da bicicleta o seu meio de transporte principal. Em Amesterdão, Copenhaga, Berlim, Oslo, Londres, Paris... Muito mais que em Lisboa ou no Porto. E não, não são as colinas! Em todas estas cidades, os carros cederam às pessoas os espaços que, efectivamente, não lhes pertencem. Há bairros e zonas inteiras vedadas ao trânsito automóvel. Que abrem espaço a pessoas e a bicicletas para andarem livremente. É apenas esta a diferença entre as nossas cidades e as deles. E é apenas este o obstáculo para que não possamos andar tão tranquilamente como deveríamos nas nossas cidades. Seja como for, também não vale a pena desanimar. Cada vez há mais gente a utilizar bicicletas em meios urbanos. E estes vão, a pouco e pouco, aprendendo a aceitá-las. Ainda é tímida, mas a articulação entre transportes públicos e o uso de meios de transporte como as bicicletas começa a ser real e verdadeiramente eficaz, garantindo assim uma efectiva mobilidade aos seus utilizadores. Entidades como a CP, Transtejo, Metro de Lisboa, Porto e de Almada, Fertagus e Carris já perceberam que a cidade não pertence aos carros, mas às pessoas e já possibilitam mesmo com algumas restrições, livre acesso às bicicletas dos seus utentes. Um dia, chegaremos lá...

Vias cicláveis. Para quem acha que a cidade e as estradas não são o habitat natural para as bicicletas, há cada vez mais opções. As Ciclovias, as Ecovias e as Ecopistas são estradas ou pistas feitas para serem cicláveis. Quando bem projectadas apresentam condições ideais de segurança, quer em meio urbano quer fora dele.

Os percursos cicláveis típicos de cidade podem ter várias tipologias: tráfego partilhado, em que as bicicletas circulam juntamente com os automóveis. Por questões de segurança, sempre que se circule a mais de 30 km/h, deve usar-se a Faixa Ciclável, que consiste numa faixa das vias de tráfego que fica dedicada exclusivamente a bicicletas. Já a Ciclovia é a melhor opção quando as velocidades do tráfego são superiores a 50km/h, sendo pistas segregadas fisicamente do tráfego automóvel.

Mais integradas na natureza, as Ecopistas caracterizam-se por serem infra-estruturas integradas na paisagem, contínuas e de circulação fácil e segura. Finalmente, as Ecovias são vias de longo curso, podendo até atravessar vários países. São destinadas à circulação em bicicleta mas podem também ser feitas a pé.

No total, há mais de 50 destas vias em todo o país, perfazendo mais de 750 km de percursos totalmente cicláveis e que podem ser conhecidos em www.ciclovia.com.pt.

Texto publicado na REVISTA ÚNICA da edição de 20 de Junho de 2009

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esqueceram a Solex
B l u e S k y (seguir utilizador), 2 pontos , 15:28 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
www.solex.fr

Andar de bicicleta neste país é o mesmo que andar num campo de minas em áfrica.
 
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Querem andar de bicicleta sem problemas?
dedalo11 (seguir utilizador), 2 pontos , 20:32 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Venham todos para os Açores. estradas de primeira qualidade, belezas raras a cada curva, automobilistas civilizados, passeios pedonais espectaculares, avenidas a bordejar o mar por tudo quanto é lado, caminhos para todos os gostos, e um cozido à portuguesa, feito nas Furnas, seja na ilha de São Miguel ou na da Terceira, e tudo debaixo da terra vulcânica... para melhor cozedura. E se digo isto, é sobretudo porque Portugal não é apenas Lisboa. O mesmo pode ser dito para muitas outras localidades de Portugal Continental, desde Lamego a Braga, e à linda Bragança, sobretudo nas aldeias. Portugal de bicicleta, tem montes de sítios para esta prática saudável. E, no caso dos Açores, não se preocupem com hotel comida. Até 15 de Outubro, com tantas festas celebrando o Divino Espirito Santo, a comida é grátis quase todos os dias em todas as aldeias. Os parques de campismo são abundantes e por 5 euros/dia dá para 15 metros quadrados... uma oferta, realmente irrecusável!
 
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Bicicleta em Lisboa é pura ilusão.
Santropez (seguir utilizador), 1 ponto , 10:59 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Não temos cultura do ar livre
Não temos civismo
Não temos uma cidade preparada
Não temos estacionamentos nas estações de comboio ou metro.

Temos uma cidade acidentada
Temos condutores ignorantes
Temos colinas

Bicicleta em Lisboa, só mesmo no tejadilho do carro e levá-la até um local onde possamos andar e mesmo assim há quem estacione o carro no sitio dos corredores.

Não é possível fazer comparações entre Lisboa com Amesterdão ou Copenhaga, onde não há qualquer tipo de preconceito.
Podem-se ver executivos e andar de bicicleta, enquanto que em Lisboa quem veste fato tem que mostrar o melhor carro.
Podem-se ver famílias inteiras a percorrer as ruas da cidade enquanto que em Lisboa vão de carro para os parques dos centros comerciais.

 
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    Re: Bicicleta em Lisboa é pura ilusão.    Ver comentário
Cruzadas (seguir utilizador), 1 ponto , 15:07 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
    Re: Bicicleta em Lisboa é pura ilusão.    Ver comentário
Nanquim (seguir utilizador), 1 ponto , 18:13 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Bicicleta na Madeira
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 17:40 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Também na Madeira, onde resido, os problemas são semelhantes, com a agravante dos percursos serem muito mais acidentados. Ainda assim percorro anualmente cerca de sete mil Km em bicicleta. Haja boa vontade. Garanto que ainda assim vale a pena.
 
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bicicleta veiculo ecologico
139519483 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:58 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
normalmente ando de bicicleta todos os dias, acho que é um desporto excelente. bom, tambem tem os contras, por exemplo os condutores dos automoveis nao respeitam os ciclistas e depois as quedas, eu parti uma clavicula a quatro meses e ainda nao estou curado, no entanto so penso em voltar a pedalar. ja agora faço uma pergunta para o caso de haver alguem que me saiba responder, ca vai, é verdade que faz ou provoca problemas na prostata? obrigado.
 
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    Re: bicicleta veiculo ecologico    Ver comentário
Lopes02 (seguir utilizador), 1 ponto , 18:31 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Em Lisboa ainda não dá...
Ana Bettencourt (seguir utilizador), 1 ponto , 18:22 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Quando vivia na Alemanha era o meu meio de transporte mas aqui em Lisboa não dá. Não há ciclo- vias e os automobilistas não respeitam ciclistas. Depois há imensas subidas acentuadas. Para não falar em estacionamento de bicicletas. Por último, acredito que os arrumadores seriam os primeiros a desaparecerem com elas. Esta é a nossa realidade... :(
 
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Não dá...
atchim (seguir utilizador), 1 ponto , 23:44 | Sexta feira, 26 de junho de 2009
Este país é um desatino, nunca dá para fazermos o que gostávamos:

-as colinas (a desculpa do costume em Lisboa, afinal a cidade não está desertificada, pois todos vivem e/ou trabalham nas "colinas", que vendo bem ocupam uma parte bem pequena da cidade)
-o clima (Copenhaga e Amsterdão têm um clima muito melhor para andar ao ar livre...)
-a falta de respeito dos automobilistas
-a desertificação da cidade (que apesar de deserta, está cheia de carros (como é isso?))
-"bike-jacking" (?!?) (dentro em breve não se pode andar a pé por causa do shoe-jacking...)
-o status
-a cultura (ou falta dela) de ar livre
-os arrumadores

Enfim, só desculpas para andarmos de carro...

Em vez de fatalismos e de desculpas, que tal inverter a situação e começar a andar, exigindo aos nossos eleitos algumas alterações nas infra-estruturas para que a mobilidade seja mais racional?
 
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Não arranjem desculpas...
José Telhado (seguir utilizador), 1 ponto , 0:56 | Sábado, 27 de junho de 2009
Pedalar faz bem e já há muitas pistas em PORTUGAL para praticar.

Se estão muito enferrujados comprem uma pedelec, com apoio eléctrico na roda pedaleira ou uma bicicleta com motor de apoio a gasolina 48 cc.
 
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