13/02/2012 atualizado às 15:25
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António Câmara: "Cidades do futuro têm de ser criativas"

No futuro, as melhores cidades serão aquelas que tiverem espaços públicos que estimulem a criatividade, defende o fundador da Ydreams e Prémio Pessoa. (Veja o vídeo no final do artigo)

Carlos Abreu (www.expresso.pt)
9:36 Sexta feira, 12 de março de 2010
António Câmara: «Vivemos num país fantástico mas falta-nos vibração e alma»
António Câmara: «Vivemos num país fantástico mas falta-nos vibração e alma»
Tiago Miranda

Milhares de pessoas a jogar computador numa praça, jardins musicais onde os visitantes são convidados a compor, centros comunitários abertos à imaginação de qualquer cidadão. Estes são alguns dos projectos que hão-de ajudar transformar as cidades do futuro em "sítios fantásticos". Palavras do fundador da Ydreams , que numa conferência na Culturgest revelou as suas visões sobre o futuro dos espaços públicos.

À excepção da praça de Lyon, França, transformada em mega-salão de videojogos durante a última edição do Festival das Luzes, em Maio do ano passado (veja aqui o vídeo ), que em breve há-de chegar a Portugal pela mão da empresa liderada por António Câmara, os restantes estão a ser desenvolvidos em parceria com diversas autarquias portuguesas.

No Jardim da Música em Odivelas, por exemplo, a Ydreams sugere que os visitantes sejam convidados a compor uma banda sonora, enquanto que no Barreiro a ideia é conceber um centro comunitário em que a biblioteca seja apenas um dos elementos de um espaço onde o conhecimento, aliado à imaginação, faça brotar novas ideias numa reedição da oficina clássica. Um mundo pensado à imagem dos Fab-Labs do prestigiado MIT-Instituto Tecnológico de Massachusetts, onde qualquer pessoa pode construir um protótipo a partir de uma plataforma digital.

Mas estes são apenas dois de série de projectos que a tecnológica portuguesa desenvolve, por estes dias, com dezenas de autarquias e instituições de todo o país. Do Oceanário de Lisboa a um centro de interpretação em Castelo Branco. Do Centro de Ciência Viva em Bragança ao Fluviário de Mora.

Vibração e alma procuram-se


Discursando perante um anfiteatro sobrelotado, António Câmara defendeu que são projectos como estes que fazem vibrar os espaços públicos.

"Vivemos num país fantástico mas falta-nos vibração e alma", afirmou o professor da Universidade Nova, acrescentando: "Precisamos de algo que chame as pessoas, uma causa em que acreditem e que as faça sair de casa".

Citando um estudo recente sobre a emigração portuguesa, António Câmara disse que se nos anos 1950 quem ia trabalhar para o estrangeiro optava por um país, actualmente os jovens escolhem cidades. E para o presidente executivo da Ydreams, vencedor do Prémio Pessoa em 2006, são "as cidades na fronteira que atraem mais as pessoas".

As visões de António Câmara sobre o futuro seguem na próxima quarta-feira, às 18h30, no pequeno auditório da Culturgest, em Lisboa. Tema: Inteligência colectiva. Sabia que um grupo de indivíduos perante um dado problema consegue tomar decisões mais acertadas do que os melhores especialistas individualmente? Exemplos não faltam, garante o Prémio Pessoa.



TRÊS PERGUNTAS A ANTÓNIO CÂMARA
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um futuro aculturado
keep moving (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 13:35 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Ydreams...tecnologia...choque tecnológico! mas que treta de conversa! depois de ter andado a fornecer vários museus com uma tecnologia de 2ª categoria e de ter beneficiado de vários quilos de dinheiro sem que isso tenha servido para nada, vem agora pedir que haja vibração e alma! pois eu não andei no MIT nem nunca tive direito a quilos de financiamentos! mas de uma coisa estou convicto, este sr está completamente enganado! vibração temos a necessária não fossemos nós um dos países do mundo que tantas culturas influenciaram ao longo da história. alma? bem, nem sei o que quer dizer com isso, não fosse o fado um género musical reconhecido internacionalmente que mais alma tem! e se as nossas cidades necessitam de jogos na praça pública para serem sitios fantásticos, então vou ali e já venho! o que me irrita nesta conversa é que nem os investidores nem a Ydreams terem percebido que o campeonato deles não é este! querem ser modernos mas as ideias que imanam são de quem foi formatado por culturas que não têm 800 anos de história. é como ter um Mac. faz o que o pc faz mas tem um design mais in. o investimento das autarquias deveria ser aproveitado em infraestruturas para 3ª idade, espaços verdes dignos de modo a poder sensibilizar os jovens para a natureza e à diminuição de viaturas. é deste choque tecnológico que precisamos nas nossas cidades.não me venham vender tecnologia que se esgota em 2 anos! o futuro está na natureza! é investimento certo! não passa de moda!
 
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Se Pessoa fosse vivo
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 15:22 | Sexta feira, 12 de março de 2010
A cidade,em iºlugar ,é o reflexo do que está á sua volta,no exterior.
Se priviligearmos a cidade e abandonarmos o campo voltamos a um beco sem saída: a desertificação do interior não é propriamente um bom abrigo.
Se Pessoa fosse vivo,saísse do Martinho d'Arcada e visitasse este interior abandonado,o que diria ele?
E o que aprenderiamos nós.
 
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Nem de só de teoria vive o homem...
Viriato_Zacarias (seguir utilizador), 1 ponto , 11:53 | Sexta feira, 12 de março de 2010
É certo que mais de metade da população mundial em 2050, vai viver em cidades ou mega-cidades e cada vez mais as pessoas vão começar a ter mais tempo livre (até porque nem toda as pessoas vão ter ou conseguir emprego e as horas de trabalho vão ser reduzidas). E projectos como este, tem potencial comercial onde seja viavel para as cidades e os cidadãos. Em relação á realidade urbana Portuguesa, tal como no projecto "Magalhaes" para as escolas, não sabemos ter meio termo. Não conseguimos, fugir á maldicão do EL: "Povo pobre, com mentalidade de rico". Computadores modernos em escolas que chove lá dentro e professores mal formados e agora tecnologia nas cidades, onde nem jardins decentes muitas vezes existes. Quando visito as cidades em Portugal sinto que cada vez mais, que as caoticas politicas urbanisticas dos ultimos 30 anos, destruiram irremediavelmente muitas das nossas cidades, onde falta quase tudo. É sufocante por exemplo a falta de espaços verdes e locais de lazer para as pessoas, vias dedicas para bicletas e pratica de desporto, falta de manutenção dos espaços urbanos (Veja-se o caso da zona da Expo em LX, onde 12 anos apos a Expo98 os espaços publicos estão num estado deploravel). Em minha opinião, projectos mais adaptados á realidade urbana portuguesa, eram bem-vindos, porque nem só de teoria vive o povo Lusitano.
 
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eu também gostava
spinin (seguir utilizador), 1 ponto , 12:35 | Sexta feira, 12 de março de 2010
Eu também gostava de criar uma empresa nas instalações da universidade, com engenheiros escolhidos a dedo e pagos abaixo do salário mínimo. Mas enfim, parece que quem tem sangue azul pode fazer coisas que o comum dos mortais não pode e, ainda por cima, ser reconhecido por isso
 
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