17/05/2012 atualizado às 0:25

Ambiente: 14 aves selvagens vão ser devolvidas à Natureza entre hoje e terça-feira

Coimbra, 07 Ago (Lusa) -- Um total de 14 aves, entre milhafres, cegonhas e águias, vão ser devolvidas, a partir de hoje, ao seu habitat natural, em Coimbra e na Beira Alta, numa iniciativa promovida pelo CERVAS (Centro de Recuperação de Animais Selvagens).

15:14 Sexta feira, 7 de agosto de 2009

Coimbra, 07 Ago (Lusa) -- Um total de 14 aves, entre milhafres, cegonhas e águias, vão ser devolvidas, a partir de hoje, ao seu habitat natural, em Coimbra e na Beira Alta, numa iniciativa promovida pelo CERVAS (Centro de Recuperação de Animais Selvagens).

A devolução das aves, recolhidas depois de terem caído de ninhos ou sofrido ferimentos, está associada a acções de educação ambiental, "um dos principais objectivos" do CERVAS, disse à Lusa a bióloga Liliana Barosa.

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens - sedeado em Gouveia e que se integra na estrutura do Parque Natural da Serra da Estrela -- tem promovido acções pelo país, na presença de populares interessados, alunos de escolas e representantes de associações e entidades ligadas à vigilância e protecção do meio ambiente.

Em cada iniciativa, os responsáveis do CERVAS aproveitam para explicar o historial de cada animal e os passos a dar quando alguém encontra uma ave ferida, por exemplo.

"As pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre o que fazer, há quem fique com os animais em casa", revelou Liliana Barosa.

Hoje, em colaboração com a Reserva Natural do Paúl de Arzila, na margem direita do Mondego, entre Montemor-o-Velho e Coimbra, serão libertados dois milhafres-pretos, duas cegonhas brancas e uma águia de asa redonda.

A maioria destes animais -- à excepção de uma das cegonhas, encontrada debilitada -- terá caído do ninho ainda juvenil.

Recolhidos por elementos do Serviço de Protecção da Natureza da GNR e por Vigilantes da Natureza foram depois encaminhados para o CERVAS e ali encetado o processo de recuperação.

Alimentados até atingirem o peso ideal, dá-se o crescimento e desenvolvimento da plumagem e promovem-se contactos com aves da mesma espécie, treinos de voo e também de caça, no caso das aves de rapina.

Momentos antes de serem devolvidas ao seu habitat natural, as aves são baptizadas por um dos presentes, por vezes a pessoa que a encontrou, "nome geralmente associado a nomes de pessoas ou lugares", disse.

"Houve um grifo [uma espécie de abutre] que foi baptizado de 'carequinha'. Ou um mocho chamado de 'H20'", frisou Liliana Barosa, aludindo à denominação de um hotel na zona da Covilhã.

Outro mocho, baptizado por um grupo de escuteiros, recebeu o nome de 'lobitinho, adiantou.

As restantes acções de libertação de aves decorrem Sábado, em Gouveia e terça-feira em Sabugal, Almeida e Figueira de Castelo Rodrigo.

No Sábado, em Gouveia, vai ser libertada uma águia de asa redonda, enquadrada no programa das festas do Senhor do Calvário.

Terça-feira, no Sabugal, na localidade de Vila Boa, numa acção em colaboração com a Reserva natural da Serra da Malcata, uma cegonha branca será devolvida à Natureza e outras três seguem idêntico destino, no mesmo dia, em Almeida, nas localidades de Freineda, Malhada Sorda e Poço Velho.

Por último, ainda terça-feira, em Figueira de Castelo Rodrigo, será libertada outra cegonha-branca, recolhida em Julho pelos bombeiros locais após ter caído de um ninho e três tartaranhões-caçadores, pequenas águias recolhidas por um popular durante a ceifa de um campo de cereal.

JLS.

Lusa/Fim

Lusa
Palavras-chave  Ambiente
Faça login pelo Facebook e comente este artigo!
PUB
 
Email
O Expresso no
PUB




Leia aqui toda a informação das últimas 24 horas | últimos 2 dias |  anterior »
MBA
IAB