Com a expansão do mercado de ebooks e leitores digitais a Amazon vê-se obrigada a renegociar com os autores e editores, que cada vez têm mais opções para entrar neste segmento.
A Amazon domina o mercado de ebooks, com 80% das vendas. O Kindle, o leitor de ebooks da Amazon, é líder e representa cerca de 70% das vendas deste tipo de leitores. Este segmento de negócio está em franca expansão, e à medida que o tempo passa haverá cada vez mais concorrentes. É o caso da Sony, que já está no mercado, da Apple, que está prestes a entrar, e da Google, que tem planos para começar a vender ebooks.
Mas a relação da Amazon com os grandes editores é tremida, especialmente porque a empresa insiste em colocar livros novos à venda a preços muito baixos (que não ultrapassam os €7,05). Até aqui a Amazon era líder indisputado e jogava as cartas que lhe convinham, mas é provável que nos próximos tempos a Apple faça uma oferta interessante aos editores, por isso a estratégia da Amazon tem de mudar.
Mais que leitura
Em primeiro lugar a Amazon vai permitir que programadores independentes construam "conteúdo activo" para o Kindle. Este "conteúdo activo" é o equivalente às populares aplicações dos smartphones. Deve ir desde utilidades (como calendários ou calculadoras) a jogos casuais, passando por livros e guias interactivos.Os criadores deste conteúdo ficariam com 70% das receitas de cada venda. Isto torna o Kindle um aparelho mais multi funcional e competitivo.
Para tornar a plataforma Kindle mais apelativa a editores e autores a Amazon vai dar melhores condições aos autores e editores que publicarem livros directamente no Kindle. Nestes casos os preços não devem passar do limite de 9,99 dólares, com a Amazon a receber apenas 30% do valor de cada venda.