23/02/2012 atualizado às 3:54
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Alerta para a situação da banca espanhola

Bancos espanhóis começaram a vender ao desbarato o portefólio de activos imobiliários derivados da execução de hipotecas de clientes. O que afunda ainda mais o mercado imobiliário e acarreta para os balanços dos bancos pesadas perdas. O risco é o impacto em 2010 no andamento da crise em Espanha e os salpicos para os vizinhos europeus.

Jorge Nascimento Rodrigues (www.expresso.pt)
12:01 Quinta feira, 31 de dezembro de 2009

Segundo o jornal norte-americano The Wall Street Journa l, os bancos do nosso vizinho estarão a começar a desfazer-se dos activos imobiliários que lhes caíram no regaço como colateral dos incumprimentos em massa entretanto ocorridos.

Incumprimentos provenientes quer de empréstimos a famílias para aquisição de habitação própria (primária ou secundária) como de investidores imobiliários que alimentaram a "bolha" especulativa em Espanha nos últimos anos até que as faíscas da Grande Recessão internacional a fizeram rebentar.

Portefólio de €8,5 mil milhões


Segundo o jornal americano, a banca espanhola acumulou, nos últimos doze meses, um portefólio imobiliário no valor de 8,5 mil milhões de euros derivado da execução de hipotecas.

O movimento de vendas num mercado com pouca procura tem um efeito ainda mais depressivo sobre o preço dos imóveis e, ao mesmo tempo, acaba por acarretar prejuízos para os bancos que vendem as propriedades abaixo do valor contabilizado. Segundo um estudo do BBVA, os preços do imobiliário terão baixado 10% em 2009 e poderão cair, ainda mais, em 2010, na ordem dos 12%.

O efeito acumulado destas duas dinâmicas atingirá, provavelmente, o pico em 2010.

Espanha não aprendeu com EUA


Esta pressão para a venda destes portefólios deriva das exigências colocadas aos bancos espanhóis. "Para precaver perdas, é, agora, exigido aos bancos que detenham em reserva 20% do valor de cada imóvel de que tomaram posse na execução de uma hipoteca. Em virtude da subida dessa reserva de 10% para 20%, e não dispondo de depósitos em fluxo suficiente, os bancos espanhóis temem o estrangulamento, e, por isso, vendem imóveis para ter liquidez", refere Carlos Santos, professor de economia na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e especialista em economia internacional. E acrescenta uma preocupação adicional: "O regulador anunciou inclusive para breve novos requisitos de liquidez, o que leva os bancos a anteciparem estas vendas em função dessa expectativa. Definitivamente, a Espanha parece não ter aprendido nada com o que se passou nos Estados Unidos".

O agravamento da situação do sistema financeiro espanhol gera o risco "sistémico" de colapsos o que vai obrigar o governo espanhol a intervenções "à inglesa", sublinha Carlos Santos. Resultado esperado: agravamento da situação das contas públicas espanholas. A Espanha poderá ter um défice público de 10% do PIB no final de 2010, segundo a Comissão Europeia. Não admira que esteja no radar das agências internacionais como país-preocupação em 2010 , a par de um rol que abrange a Irlanda, Grécia, Reino Unido, Letónia, Lituânia, Roménia, Bulgária e Hungria, no seio da União Europeia.

A interrogação final que fica neste final de ano: quais serão os salpicos deste risco espanhol em Portugal? O economista Carlos Santos afirma que não se está a dar atenção a esse potencial "colateral".

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05 janeiro 2010

A tourada imobiliária espanhola

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É muito curioso
António Da Rocha (seguir utilizador), 4 pontos (Interessante), 21:17 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009

  ... que um jornal norte-americano, o " The Wall Street Journal" venha preocupar-se com o resultado da bolha imobiliária espanhola e com a hipótese deste resultado vir a ter repercussões negativas nas instituições bancárias espanholas!!!!!

Porque não se preocupa com os cinco maiores bancos americanos, que estão com a corda no pescoço e ainda não é seguro que não tenham de vir a ser novamente intervencionados pela reserva federal?

Esta técnica de criar casos fora de casa para dispersar as atenções é mais velha do que a cachaça!

Quanto às quebras nas vendas do imobiliário, cerca de 10%, por acaso alguém sabe qual foi a quebra em Portugal?

E sabem, por acaso, que a capacidade de recuperação da economia espanhola e a recuperação do poder de compra espanhol são incomensuravelmente superiores aos de Portugal?

Então, porquê tanto alarmismo?

O pior que pode acontecer a uma economia é o alarmismo exagerado, sem sentido!

Se algum "incêndio" económico estivesse a ocorrer em Espanha, nós, em Portugal, já estavamos "esturricados"!

Cumpts
 
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    Re: É muito curioso    Ver comentário
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: É muito curioso    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 16:35 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: É muito curioso    Ver comentário
exprjose270747 (seguir utilizador), 1 ponto , 17:38 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: É muito curioso    Ver comentário
António Da Rocha (seguir utilizador), 2 pontos , 18:20 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
    Re: É muito curioso    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 16:54 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Alerta para a situação da banca Espanhola
Toni 2 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 15:48 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Pelo andar da carruagem temos de agradecer a Nossa Senhora de Fátima de nos tem salvo até à presente data. Na verdade não estamos bem, mas no meio deste dilúvio quem está? Felizmente não fomos tão doidos como os outros, ou no minímo tivemos mais juizo, ou fomos mesmo mais conservadores. É verdade que esta situação Espanhola não augura nada de bom para nós. O fogo anda perto da nossa casa e temos de nos precaver. Vamos ver se conseguimos impedi-lo que se passe, mas pode ser muito difícil.
 
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Noticia exagerada...
odisseia na terra (seguir utilizador), 2 pontos , 18:48 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
os bancos em questão são de índole regional e na maioria são as denominadas "Cajas".

Os principais bancos espanhois como o Santander, BBVA e Popular estão de boa saúde e são bastante recomendáveis.

É muito provável que durante 2010 um destes bancos compre o muito socialista BCP para gaudio do boçal Berardo e companhia
 
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    Olhe que não....    Ver comentário
cmfsantos (seguir utilizador), 1 ponto , 2:36 | Sábado, 2 de janeiro de 2010
    Re: Noticia exagerada...    Ver comentário
Sakata (seguir utilizador), 1 ponto , 8:04 | Segunda feira, 4 de janeiro de 2010
Cuidado
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 19:47 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Esta notícia devia deixar-nos a todos altamente preocupados, mas a sério.
O "Fogo", está mesmo à entrada da nossa porta !
As labaredas já se avistam do lado de cá da fronteira !
Vale mais prevenir que remediar.
É também bom ter em conta, que, comercialmente, e até de emprego, estamos, um tanto nas mãos dos espanhóis!
Por alguma razão José Sócrates, em tempos, dizia:
ESPANHA, ESPANHA, ESPANHA !
Na realidade, carecemos de uma Espanha bastante FORTE!
 
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    Re: Cuidado    Ver comentário
Tibiriçá.... (seguir utilizador), 1 ponto , 19:57 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
    Re: Cuidado    Ver comentário
ANO1933 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:00 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Atenção Caros Comentadores.......
Bairrada Vigilante (seguir utilizador), 2 pontos , 14:02 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
.... será bom não esquecer que a Banca Portuguesa, pela elevada exposição ao crédito imobiliário, poderá ter idênticos problemas e bem mais cedo do que possa parecer.

Assim, ao contrário de muitos comentários optimistas e, na minha opinião, pouco realistas, parece-me que a situação, no mínimo, recomenda muita prudência.

Esperemos que não "seja nada".......
 
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...o impacto em Portugal?
mpreto (seguir utilizador), 1 ponto , 18:35 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Por um lado a pressão na nossa costa vai diminuir, porque a rebaixa de preços vai fazer com que os nuestros hermanos e clientes de imobiliário das suas costas (já destruídas) se interessem de novo pelas suas casas.
Por outro, os preços cá também vão sofrer um pouco nas que podem ser as suas 2as habitações. Em alguns locais da nossa costa, 50% das novas construções foram compradas por Espanhóis (e.g. em Peniche, onde comprei casa).
Eu vejo isto como boas notícias para nós. A Costa Vicentina, por exemplo, não aguenta muito mais a ganância do imobiliário
 
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    Re: ...o impacto em Portugal?    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 1 ponto , 19:06 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
    Re: ...o impacto em Portugal?    Ver comentário
mpreto (seguir utilizador), 1 ponto , 19:30 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
Aqui
beliço (seguir utilizador), 1 ponto , 19:16 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
há não muito tempo, a Espanha, Irlanda, por exemplo, eram-nos mostrados como um exemplo a seguir, como o paradigma da boa gestão económica. Agora, reza-se para as respectivas situações não nos atinjam por arrasto! Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades...
 
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    Re: Aqui    Ver comentário
Jorge N Rodrigues (seguir utilizador), 2 pontos , 21:39 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
banca espanhola ?
jrrbc (seguir utilizador), 1 ponto , 23:02 | Quinta feira, 31 de dezembro de 2009
que eu saiba o Champalimaud vendeu por 5% de participação no capital do Santander toda a banca privada portuguesa e parte das seguradoras. Ou seja a fundação Champalimaud vive do rendimento dos 5% do Santander espanhol. Portanto banca espanhola e banca portuguesa são praticamente o mesmo desde que toda a gente foi buscar 100 mil euros ao banco para comprar um apartamento. Os tais 600 mil apartamentos que Soares+Guterres "deram" aos portugueses com o euro do Carlos Cruz.
 
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Exportações
Kya (seguir utilizador), 1 ponto , 1:55 | Sexta feira, 1 de janeiro de 2010
Duh... Espanha é um dos maiores clientes de Portugal... qualquer crise ali, dá buraco aqui... quanto ao imobiliário, mais de 50% dos espanhois tem a casa paga, portanto o único drama é para as construtoras e para os desempregados da construção que, voilá, também incluem muitos portugueses! So simple.
 
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