23/02/2012 atualizado às 14:24
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Alegado 'estripador de Lisboa' escreveu diário a ver jogo de Portugal

Filho de José Guedes revelou que o ajudou o pai a rever o texto onde descreve os supostos homicídios durante o recente Portugal-Bósnia.

Rodrigo Leite (www.expresso.pt)
13:23 Terça feira, 6 de dezembro de 2011

O alegado "estripador de Lisboa" escreveu o diário onde descreve os homicídios de prostitutas ocorridos entre 1992 e 1993 a ver na televisão o jogo de futebol entre Portugal e a Bósnia, no passado dia 15 de novembro, segundo informa o filho de José Guedes.

Pedro Joel Guedes, de 22 anos, confirmou ao "Correio da Manhã" que a denúncia de que o pai era o estripador "foi uma brincadeira" e que até o ajudou o pai a "corrigir" a descrição dos crimes.

"Estávamos a ver futebol enquanto ele escrevia. Eu ajudei-o a corrigir algumas partes", afirma Pedro Joel ao "CM" na sua edição de hoje, avançando que o pai já lhe confessou estar a pagar por algo que não fez.

A "brincadeira" começou quando o jovem associou a estadia do pai em Lisboa aos três homicídios. "Sempre que lhe perguntava se era o 'estripador de Lisboa' ele não negava, mas também não confirmava. Ria-se", referiu.

Brincadeira foi "longe de mais"


Pedro Guedes tentou entrar no concurso da TVI "Casa dos Segredos" com o segredo "Sei quem é o 'estripador de Lisboa', pedindo à jornalista do jornal "Sol" para investigar o pai.

"Eu ajudei na investigação. Fui orientado no sentido de fazer várias perguntas ao meu pai. Até tentei confirmar alguns pormenores dos crimes, que nunca tinham saído nos jornais", revelou, explicando que havia "várias coisas que não batiam certo. Percebemos que o meu pai tinha inventado a história e que ele não podia ser o estripador. Ele até me disse que era tudo brincadeira e que já tinha ido longe demais".

O jovem explicou ainda qual a razão que o levou a desconfiar de que o pai era o estripador. "Encontrei recortes de jornais da altura, que falavam dos três homicídios e até uma grande coleção de livros sobre grandes criminosos", afirmou, confirmando depois que José Guedes "gosta desses temas".

Jornalista carregou telemóvel


Pedro Guedes explicou ainda ao matutino lisboeta que o pai teve acesso a alguns pormenores sobre os homicídios através da jornalista do jornal "Sol". "A jornalista contou-me e eu perguntei ao meu pai. Foi assim que soube de alguns pormenores", afirmou o jovem, confirmando que a jornalista lhe carregou o telemóvel com 50 euros numa altura em que falavam regularmente. "Ligava-lhe muitas vezes e mandava mensagens. Foi a única vez que ela pagou alguma coisa", confessou.

Sobre o homicídio pelo qual José Guedes foi preso preventivamente, em Aveiro em 2000, o jovem defende o pai referindo que ele tinha emprego fixo em Matosinhos nessa altura e que tem recibos de vencimento que provam que naquela data não poderia estar na Póvoa do Paço, local do crime.

A prisão preventiva de José Guedes foi fundamentada por uma troca de SMS com a jornalista do "Sol", que lhe enviou uma mensagem onde "dizia que ele era um cobarde e que já não acreditava que fosse o estripador. O meu pai respondeu, a brincar, para ela esperar até sexta que ele ia voltar a matar".

O juiz considerou que havia o perigo de continuação de atividade criminosa e decretou a prisão preventiva para o alegado estripador.

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Brincar com coisas sérias dá mau resultado
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:55 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
O Tribunal tem que sentenciar-lhe isso, e mandá-lo para os calabouços de Aveiro,junto dos reclusos cumprir a pena.
Talvez aí aprenda a não voltar a brincar com coisas sérias.
 
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Parabéns à Felícia Cabrita
BrincaNareia (seguir utilizador), 2 pontos , 5:12 | Quarta feira, 7 de dezembro de 2011

Essa ás do jornalismo de investigação, a pena d'ouro que escreveu a biografia encomendada de Passos Coelho !

O Sol jornal é bem português. Virou lixo !!
 
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    Re: Parabéns à Felícia Cabrita    Ver comentário
ferrazcampos (seguir utilizador), 1 ponto , 18:38 | Quinta feira, 8 de dezembro de 2011
Se isto é verdade...
comentador_braga (seguir utilizador), 1 ponto , 14:20 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
vem provar que existem jornalistas capazes de tudo...

Este "jornalistas" ofendem os verdadeiros jornalistas.
 
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Este filhinho extremoso não bate certo desde...
mmj1969 (seguir utilizador), 1 ponto , 14:40 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
... o princípio.

Como tipo de "brincadeira", foi de muito mau gosto.

Tentar entrar naquele concurso "Casa dos Trolls mais débeis mentais do País" com essa "brincadeira", também.

Se já tinham percebido que foram longe demais, antes de ele ser preso, porque é que o pai apanhou uma tareia na prisão por se GABAR desses mesmos "feitos" inventados??

Quanto ao Correio da Manhã... Ela (jornalista) desmentiu-os logo na entrevista que deu, na RTP 1, porque eles publicaram que tinham sido os filhinhos dele a entregar o diário à polícia...

Que famílias.
 
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Grande confusão
Borrifador (seguir utilizador), 1 ponto , 14:58 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
Acho que o pai e o filho estão a meter os pés pelas mãos!

Se eu fosse o pai, confessava já tudo (Mesmo sendo inocente), pois a prisão é sem dúvida alguma. um local mais seguro para ele, que o Bairro da Biquinha
 
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Olha, Olha!
Na Ilha das Ponchas (seguir utilizador), 1 ponto , 19:03 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
Mais uma investigação da Cabrita, esse portento do jornalismo português em mais um trabalho de grande fôlego publicado no Sol, essa referência da imprensa escrita nacional... Melhor? Sim, era possível mas não seria a mesma coisa!
 
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Parabéns pelo pior título do ano
Pedritus (seguir utilizador), 1 ponto , 20:15 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
Parabéns ao Expresso. Conseguiu com o título "Alegado 'estripador de Lisboa' escreveu diário a ver jogo de Portugal", o mais estranho, incómodo, macabro e desajeitado título da imprensa portuguesa deste ano.

Comparado com isto, a notícia "Mensagem numa garrafa de um rapaz de Nova Iorque encontrada nos Açores" do Público " é um poema camoniano
 
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Re: Alegado 'estripador de Lisboa' escreveu diário
Rochaman (seguir utilizador), 1 ponto , 23:57 | Terça feira, 6 de dezembro de 2011
Creio que este tipo de actuação se enquadra no crime de simulação de crime, previsto e punido num certo artigo do CPC, que aqui não invoco por manifesta preguiça e falta de vontade em ir procurar, dada o relativo adiantado da hora e o evidente desinteresse. O facto,e as personagens em presença, não merecem o trabalho da busca. Assim, que se indicicie o criminoso pelo crime declaradamente cometido. Se outros se vierem a provar, e se ainda não estiverem prescritos, que lhe sejam imputados. E mais comentários não merece.
 
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ANDA TUDO AO CONTRÁRIO
MUITO DESILUDIDA (seguir utilizador), 1 ponto , 14:47 | Quarta feira, 7 de dezembro de 2011
os políticos, amigos e companhia, ROUBAM a torto e a direito, alguns até conseguem ser condenados em tribunal e, mesmo assim, fazem todas as maningâncias, para NÃO IR DENTRO.

O zé do povo, senta-se a ver futebol e escreve um diária a incriminar-se a si próprio, sem ter cometido o crime!!!!????

Em Portugal temos o Sol (astro rei, porque o jornal com o mesmo nome, já devia ter fechado), a água do mar, o clima... mas depois temos também estas aberrações que a sociedade portuguesa tem criado.

Brincou com a justiça??? Cá por mim ia dentro e pronto.

ESTAMOS A CAMINHAR PARA UM BURACO (SOCIAL) SEM VOLTA... E NÃO ESTOU A FALAR DE ECONOMIA... ESTOU MESMO A FALAR DE PRINCÍPIOS E MORALIDADE.

Eu quero ir para a ilha!!!! (não a da Madeira, claro, que por lá também há gente assim).
 
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Protagonismos
CãodaRosa (seguir utilizador), 1 ponto , 22:06 | Quarta feira, 7 de dezembro de 2011
Alguém me disse que a MI jornalista do SOL se insurgiu numa entrevista na televisão, onde falou sobre o caso, contra a forma como este surgiu na imprensa, referindo a sede de protagonismo que alguns dirigentes da PJ que aproveitam estas e tudo o que podem para aparecer. Não deixa de ter razão, a lógica de nomeação para cargos dirigentes na Administração Pública em geral e na PJ em particular, pois não foge à regra, não é, na maioria das vezes, o mérito, é a publicidade feita à custa do trabalho dos outros, ou o facto fazerem "compras" na mesma loja. Todavia, ao que parece não deixa a Srª. jornalista de poder vir a sair chamuscada é que a investigação criminal é uma ciência, tem regras e muito bons profissionais, tal como o jornalismo e daí não ser algo fácil, caso contrário todos éramos policias e dos bons. É tempo de deixarem aos policias o que é dos policias e ao jornalistas o jornalismo.
 
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