Afonso Dias, único arguido do caso do desparecimento de Rui Pedro há quase 14 anos, saiu sob escolta policial do Tribunal de Lousada, perante os insultos e ameaças de uma população em fúria.
Isabel Paulo (texto) e Rui Duarte Silva (fotos) (www.expresso.pt)
"Assassino", "cobarde", "palhaço" foram alguns dos impropérios dirigidos a Afonso Dias
Mais de uma centena de populares não calou a revolta à porta do Tribunal de Lousada, após ter conhecimento que o motorista Afonso Dias, acusado de rapto agravado de Rui Pedro, fora absolvido pelo coletivo de juízes.
"Assassino", "cobarde", "palhaço" foram alguns dos impropérios dirigidos a Afonso Dias por uma população em fúria, que não poupou ainda a juíza-presidente, Carla Fraga, e o advogado de defesa, Paulo Gomes.
Os populares que começaram a acorrer às imediações do Tribunal mais de uma hora do início da leitura da sentença acusam os juízes de "não terem feito justiça", não percebendo que "mais provas são precisas" para condenar "um criminoso" e dar "descanso à mãe da criança".
Filomena Teixeira saiu desfeita do Tribunal, amparada pelo marido e filha. A mãe de Rui Pedro entrou convicta de que Afonso Dias seria preso e não vai desistir de procurar o filho.
Tribunal não credibiliza testemunho de prostituta
Na base da absolvição do antigo protegido da família do menor desaparecido em Lousada a 4 de março de 1998 esteve a "falta de provas inequívocas" do envolvimento de Afonso Dias no eventual rapto de Rui Pedro.
O Tribunal confirmou a tese da acusação de que a criança e Afonso se encontraram ao início da tarde do desaparecimento de Rui Pedro, mas não deu como provado um segundo encontro por volta das 15h30 horas entre os dois, após o menor ter visto negada autorização da mãe para ir passear com Afonso.
O testemunho de Alcina Dias, prostituta que garantiu ter estado com o menor em Lustosa e conduzido ao encontro pelo alegado tio Afonso Dias por volta das 15h não foi valorizado pelo Tribunal.
O coletivo de juízes não credibilizou o depoimento de Alcina Dias, alegando várias contradições no seu testemunho, entre as quais de o facto de ter declarado que a criança então com 11 anos tinha olhos azuis e não castanhos, e a garantia de que o Fiat Punto de Afonso era preto, quando afirmara antes ser azul escuro.
Juízes invocam dúvida para absolver Afonso
O Tribunal estranhou ainda que no primeiro depoimento, feito uma semana depois do alegado rapto, Alcina tenha sido parca em pormenores em relação à aparência de Afonso, e minuciosa 13 anos após o incidente, no decurso do julgamento.
Na leitura da sentença, hoje à tarde, a juiz-presidente, não descartou mesmo a hipóteses de ter sido outro menor e outro adulto que recorreram à prostituta no dia 4 de março de 1998.
"Sem convicção" na participação de Afonso Dias no fatídico desaparecimento, sem prova sequer "que tenha transportado Rui Pedro" de Lousada para outro local, o coletivo de juízes na dúvida absolveu o arguido, invocou o basilar princípio in dubio pro reo.
Deixam a Marçonaria tomar conta do retangulo e depois queixam-se.
Se os colegas do Rui Pedro, viram claramente que foi o Afonso a levar o RP, e aquele se diz inocente, que diga o que lhe fez após o menino ter entrado no carro.
Mas é bem feito...muito bem feito...continuem a votar neles.
Este regime começa a parecer-se perigosamente com uma provocação a Deus.
Atenção, se pensam que já estão a sofrer pesadas penas isto pode ser apenas o aperitivo dum menu que não ides desejar.
Quando a Ministra protesta a sua fé mas pede chuva eu pergunto: (perdoem-me o estilo bíblico): Que andasteis vós a fazer (ou a não fazer) para irritardes Deus Nosso Senhor? Tereis pensado porventura nisso? Agora quereis chuva mas na hora da injustiça não pensasteis nisso, não é verdade? Só vos lembrais de Santa Bárbara quando troveja! Valha-vos Deus! (não sei até quando, mas qualquer coisa me diz que a paciência do Altíssimo está a esgotar-se, tão "excelente" é o vosso trabalho).
Eu tenho que ser franco convosco: não dou um chavo pela república nem pela partidocracia!!
A prazo, são insustentáveis se prezarmos a honra e a dignidade e o esforço indescritível dos Reis que ergueram este Reino pela vontade de Deus.
Ou somos dignos dos nossos antepassados ou o melhor é comprar uma corda sólida para o fim em que estais a pensar!
Nem o (des)Acordo Ortográfico consegue explicar uma calinada destas!
Nossa Senhora da Língua Portuguesa, acode-nos!
Nem os "jornalistas" que (teoricamente) têm formação superior são capazes de escrever palavras da linguagem corrente...imagine-se se tivessem de escrever uma composição com mais de 100 palavras!
...querem colher o quê? Refiro-me naturalmente ao MP, e á sua tentativa de acusar alguém de rapto qualificado. Embora não tenha seguido com atenção o julgamento, mesmo nas alegações iniciais nunca ouvi nada da parte do MP que me convencesse ou esclarecesse que houve rapto e as motivações para tal...
Não quero com isto dizer que não compreenda a angustia dos pais, que provavelmente lhes seria mais fácil continuar a sua vida se alguém fosse dado como culpado! Mas não assim, além da angustia da perda ainda foram vitimas da tentativa escamotear uma borrada com outra de atirar a lama á parede para ver se cola...
Também não quero com isto inocentar ou culpabilizar o Afonso, até porque não conheço nada deste processo que me permita tecer algum juízo, tirando o facto da sua amizade com alguém mais novo, mas pergunto, ninguém teve uma amizade com alguém mais velho? Eu tive e nada de anormal ou prejudicial aconteceu...
Cumprimentos a todos!
PS. Havendo comentadores que estando em (alegada) presença do J. Cristo e das suas parábolas encontravam logo obra do Demo, acrescento que o meu irmão é muito mais velho que eu..., entendam como quiserem...
Já faltou mais tempo para um dia vermos um tribunal a arder com os Juízes lá dentro.
Para a população em geral um Juiz é:
- Um amigo dos criminosos;
- Um inimigo das vitimas de um crime;
- Alguém que, se pudesse, mandava, à mínima suspeita, para a forca um Zé-Ninguém;
- Alguém que se acobarda perante um maçon ou qualquer personagem que ele entenda como poderosa;
- Alguém que se acha acima de todos os outros.
Os juízes bem podem dizer que apenas dão cumprimento à lei, e continuam a ignorar, com sobranceria, a visão que o povo deles tem.
Provavelmente só acordarão quando alguns dos seus colegas se transformem em cinzas!
Quer dizer que só matou o menino se o levou às prostitutas???
Então e a responsabilidade de fazer desaparecer o menor, tenha ido ou não às prostitutas??
Isto só prova que este país chegou ao absurdo. Um adulto pode fazer desaparecer uma criança e calar a boca, que não é considerado culpado. E se alguém fizer desaparecer o arguido, mesmo que seja visto a metê-lo no carro, se ficar de bico calado é inocente.
Coitada da mãe que vive neste país. Eu vou levar a minha filha para bem longe de uma sociedade assim! Bandidos!
A ser verdade que a PJ sabia logo em 98 ou 99 que dois miudos tinham visto o rui pedro com este tipo no dia do desaparecimento e que tb tinham sido convidados para ir às p..., deviam ter aplicado um tratamento de choque ao tipo naquela altura.
Agora é tarde demais.
A prostituta ter trocado a cor dos olhos ou a cor do carro, deve-se a estar a delirar ou ao tempo que passou?
Os populares... Juntam-se aos magotes junto a tribunais para bater no "culpado". Sentam-se nos Estádios contra o árbitro. Desdenham do rico e de quem mais tem. Frequentam manifestações e piqueniques.
Se há coisa que sabem fazer, é barulho, as soluções não servem a causa. E cumprimentam-se assim, com barulho.
Não são maçons, mas estão em todo o lado.
Ouvir é para surdos, e o melhor é fazer barulho!!
É triste, mas é assim.
Este Afonso há mais de uma dezena de anos que devia ter a sua sorte determinada, para o bem ou para o mal, mas a justiça não funcionou. Catorze anos depois estão-se a rebuscar situações que deveriam ter sido analisadas logo na altura por quem "deveria" ter competências para tal. Provávelmente também neste caso ninguém na área da justiça terá feito aquilo que era elementar fazer-se, aliás como em quase todos os casos que passam pelos tribunais portugueses à excepção da idosa que roubou no supermerecado e no jovem que sacou "downloads" na net. No entanto aqui tal como em muitas outras situações temos o mau hábito de nos indignarmos tarde e geralmente mal, independentemente das culpas que este Afonso possa ou não ter!