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Já somos sete mil milhões! (gráfico animado)

Ana Serra e Carlos Paes (infografia), Maria Luiza Rolim (texto)ONU
12:01 Quarta feira, 26 de outubro de 2011
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Mulheres continuam a ter menos filhos do que na década de 1960, mas nem por isso somos menos. População mundial já soma quase 7 mil milhões e a ONU prevê que a Europa atinja os 740 milhões em 2025. Também nunca houve tantos jovens nem tantos idosos como agora.







Há cerca de 2000 anos, a população mundial era de apenas cerca de 300 milhões e foram necessários mais de 1600 anos para este valor duplicasse. Atualmente, porém, segundo o relatório da ONU sobre a Situação da População Mundial em 2011 hoje apresentado em  Lisboa, 7 mil milhões de pessoas habitam o planeta.

Uma das questões que o rápido crescimento demográfico coloca é até quando a Terra terá capacidade para sustentar tantas pessoas.

Algumas tendências são notáveis, refere o relatório das Nações Unidas. Atualmente, existem 893 milhões de pessoas acima de 60 anos em todo o mundo, mas em 2050 os sexagenários já serão 2,4 mil milhões.

Juventude, o novo poder global

Já as pessoas com menos de 25 anos compõem quase metade da população mundial. Há cerca de 1,2 mil milhões nas faixas etárias entre 10 e 19 anos.

Esse percentual já é uma realidade em alguns dos maiores países em desenvolvimento. Considerando que os jovens podem ser "uma força poderosa para o desenvolvimento económico", a ONU recorda que essa oportunidade de "bónus demográfico" é passageira e deve ser aproveitada rapidamente, ou então perder-se-à.

Paralelamente, verifica-se que o segmento populacional entre os 10 e os 24 anos começou a declinar em vários países e não apenas nas nações industriais desenvolvidas,

No México, por exemplo, onde a fecundidade decresceu de modo significativo nas últimas décadas, a pirâmide populacional tem encolhido regularmente na base, com a faixa etária de 0 a 14 anos a passar de 38,6% do total nacional a 29,3% em 2010. Como consequência, em duas décadas a idade média do país subiu de 19 para 26 anos.

A ONU chama a atenção para os reflexos do desenvolvimento económico e social sobre a juventude na Índia, onde a taxa de fecundidade de 2,5 filhos por mulher ainda está bem acima do nível de reposição da população (2,1), e há mais de 600 milhões de pessoas na faixa de 24 anos ou menos.

Com 1,2 mil milhões de jovens, fenómeno que tem atraído o interesse de muitos demógrafos, a Índia está em vias de suplantar a China, considerada a nação mais populosa do mundo, com 1,3 mil milhões de pessoas, segundo o último recenseamento.

Gigantes populacionais

De acordo com as projeções da Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais das Nações Unidas, em 2025 a Índia, com 1,46 mil milhões de pessoas, terá superado a China (1,39 mil milhões).

Com base na variante média da projeção da ONU, a população chinesa irá declinar para 1,3 mil milhões em 2050. A Índia, por sua vez, continuará a crescer, devendo atingir os 1,7 mil milhões em 2060, antes de começar a descer.

O continente asiático, onde vive atualmente 60% da população mundial, vai continuar a ser o mais populoso no século XXI. Mas África, que já detém 15% dos atuais 7 mil milhões de cidadãos mundiais, caminha a passos largos para mais do que triplicar a sua população, que cresce a uma taxa de 2,3% ao ano, ou seja, mais do dobro da Ásia 1%).

Assim sendo, enquanto os africanos passarão a ser pelo menos 3,6 mil milhões em 2100 (contra os atuais mil milhões), a população asiática (4,2 mil milhões) atingirá os cerca de 5,2 mil milhões em 2052. Será o seu recorde, começando a declinar gradativamente a partir daí.

Todas as outras populações (Américas, Europa e Oceânia) perfazem 1,7 mil milhões em 2011, e a previsão é que alcancem quase 2 mil milhões em 2060, para então começarem a declinar muito lentamente - embora permaneçam muito próximas desse valor no virar do século. Prevê-se ainda que a população europeia atinja o ponto mais alto por volta de 2025, com 740 milhões de pessoas, para só então começar a declinar.

80 milhões de bebés por ano

O rápido crescimento populacional teve início em 1950, com as reduções de mortalidade nas regiões menos desenvolvidas, o que resultou numa população estimada em 6,1 mil milhões no ano 2000. Ou seja, quase duas vezes e meia a população de 1950.

De um ponto de vista, o facto de termos chegado aos 7 mil milhões pode ser encarado como um sucesso. Mas, refere a ONU, "nem todos beneficiam dessa conquista ou da maior qualidade de vida associada a esse crescimento. Há grandes disparidades entre e dentro dos países".

Muito desse aumento populacional deve-se às altas taxas de fecundidade dos países mais pobres, dos quais 39 se situam em África, 9 na Ásia, 6 na Oceânia e 4 na América Latina.

Noutras regiões, ao contrário, a taxa de fecundidade declinou drasticamente desde 1950 até hoje. Na América Central, era de 6,7 filhos. Sessenta e um anos depois, essa taxa caiu para 2,6, ou seja, meio ponto percentual acima do "nível de reposição de 2,1 filhos, sendo um deles rapariga.

Já no Leste asiático, a taxa era de 6 filhos por mulher em 1950. Atualmente, é de 1,6, bem abaixo do nível de reposição.

Em África, porém, a queda foi mínima: a taxa de fecundidade atual é de 5 filhos por mulher.

A despeito do declínio das taxas de fecundidade globais, cerca de 80 milhões de pessoas nascem a cada ano, número equivalente ao da população da Alemanha ou da Etiópia.


Clique na imagem e leia o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2011, produzido pela Divisão de Informações e Relações Externas do UNFPA, o Fundo de População das Nações Unidas


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O MUNDO DE UNS ... E DE OUTROS ...
CENSURADO SARL (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 13:24 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Se acordar hoje bem disposto e de saúde, tem mais sorte que 1 milhão de pessoas que não sobreviverá a próxima semana.
Se nunca passou por uma guerra, isolamento numa cadeia, tortura e fome, então tem mais sorte do que 500 milhões de pessoas pelo mundo fora.
Se for a uma igreja sem receio de ameaças, de prisão ou de vida, tem mais sorte que 3 biliões de pessoas.
Se tem comida no frigorífico, roupas no corpo, tecto sobre a cabeça e uma cama para dormir, é mais rico do que 60% da população mundial.
Se tem uma conta no banco e uns trocos na algibeira ou num mealheiro, pertence a um grupo de 8% da população mundial com uma situação económica confortável.
Se leu a notícia e este comentário você não pertence a um grupo de 800 milões de pessoas que não sabem ler ... e você tem um computador ...
 
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    Re: O MUNDO DE UNS ... E DE OUTROS ...    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:08 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
Re: A caminho dos sete mil milhões! (gráfico anima
juxpot (seguir utilizador), 2 pontos (Divertido), 15:11 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Uffff... que fiquei aliviado! Ao ler o título desta notícia, cheguei a pensar que se tratava do défice das contas públicas de 2011, descobertos mais alguns 'buracos' inesperados...
 
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    Re: A caminho dos sete mil milhões! (gráfico anima    Ver comentário
fimdalinha (seguir utilizador), 1 ponto , 17:01 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
    Re: A caminho dos sete mil milhões! (gráfico anima    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 1 ponto , 21:59 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
A Terra não é o centro do Mundo
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:56 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Mas a sua População,os seus direitos e a sua dignidade bem devem ser o centro das preocupações de quem se senta nas cadeiras do poder.
 
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Apesar de tudo...
Marradas Beligerante (seguir utilizador), 2 pontos , 18:03 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Quem teve a "sorte" de ter nascido em determinadas zonas do Globo, pode dar muitos vivas de alegria.
3/4 da população mundial, vive em condições de luta diária e constante por uma sobrevivência minimamente digna.
Seria bom que muitos dos papagaios que por aqui andam de barriga cheia e, nos tempos que correm, a reinvindicarem direitos e mais direitos (sem se lembrarem que tb existem deveres) tivessem um razoável conhecimento do que têm à sua volta. Talvez houvesse um maior comedimento na ganância que manifestam, nos mais variados contextos.
 
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    Re: Apesar de tudo...    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 1 ponto , 22:13 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
África com a maior taxa de crescimento
Cruzadas (seguir utilizador), 2 pontos , 19:11 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Ter filhos sem haver o mínimo de condições. É em África e é nos nossos bairros sociais: multiplicam-se a elevadas taxas. Dá para sustentar? Não interessa. Vão viver com dignidade? Não interessa. Os filhos vão ser felizes? Não interessa. Vão contribuir para a sociedade? Não interessa.

O que interessa é que alguns paizinhos querem ter filhos, ou simplesmente não gostam do cheiro a latex. Se há condições, isso depois logo se vê.
 
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    Re: África com a maior taxa de crescimento    Ver comentário
Tito D'alva (seguir utilizador), 1 ponto , 20:48 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
Bem podemos deixá-los morrer à fome
CondestavelXXI (seguir utilizador), 2 pontos , 19:41 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
E ainda continua a haver pessoas, algumas com responsabilidades políticas que continuam estão preocupadas com a baixa natalidade e dizer que é preciso fomentar a natalidade. Claro que se refrem aos da nossa comunidade, aos da nossa cultura, aos do nosso credo... aos nossos. Os que aumentam a um ritmo superior a um por segundo, esses são os que estão a mais. Bem podemos deixá-los morrer à fome.
 
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    Re: Bem podemos deixá-los morrer à fome    Ver comentário
kimarques (seguir utilizador), 1 ponto , 22:28 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
População Mundial chega aos sete mil milhões
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:26 | Segunda feira, 31 de outubro de 2011
Pelo que se vê ainda anda por aí muito País onde não se pratica o aborto livre e muita gente que não sabe o que é preservativo, pílula ou qualquer método contraceptivo. Afinal o nosso Presidente não necessita perguntar o que é preciso fazer para que nasçam mais crianças, há muita gente que sabe como se faz. Perante uma crise Mundial e sabendo como vive muita gente, não deixa de ser preocupante.

CENSURADO SARL (seguir utilizador), 4 pontos (Divertido), 13:24 | Quarta feira, 26Se acordar hoje bem disposto e de saúde, tem mais sorte que 1 milhão de pessoas que não sobreviverá a próxima semana.
Se nunca passou por uma guerra, isolamento numa cadeia, tortura e fome, então tem mais sorte do que 500 milhões de pessoas pelo mundo fora.
Se for a uma igreja sem receio de ameaças, de prisão ou de vida, tem mais sorte que 3 biliões de pessoas.
Se tem comida no frigorífico, roupas no corpo, tecto sobre a cabeça e uma cama para dormir, é mais rico do que 60% da população mundial.
Se tem uma conta no banco e uns trocos na algibeira ou num mealheiro, pertence a um grupo de 8% da população mundial com uma situação económica confortável.
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Re: A caminho dos sete mil milhões! (gráfico anima
Akino (seguir utilizador), 1 ponto , 14:54 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
Este aumento exponencial da população mundial é incomportável. A única forma de se dar um controlo é através das mortes provocadas pela trilogia negra: guerra, doença e fome.
 
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    Humor negro de mau gosto    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 17:34 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
    Re: Humor negro de mau gosto    Ver comentário
Akino (seguir utilizador), 1 ponto , 17:50 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
    O equilibrio do crescimento do planeta Terra    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:49 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
    Re: O equilibrio do crescimento do planeta Terra    Ver comentário
Paulo Pedroso (seguir utilizador), 2 pontos , 16:58 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
    Re: O equilibrio do crescimento do planeta Terra    Ver comentário
Akino (seguir utilizador), 1 ponto , 17:00 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
    O Sol quando nasce é para todos    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 14:59 | Sexta feira, 28 de outubro de 2011
Equilíbrio é certo, incerto é como será alcançado.
JJFF (seguir utilizador), 1 ponto , 15:59 | Quarta feira, 26 de outubro de 2011
O equilíbrio entre os recursos necessários para sustentar a população a quantidade mundial de humanos na Terra é certo, mas não se sabe como será alcançado. Guerras, desastres naturais e doenças são formas de conter a expansão demográfica, mas o desejável seria uma auto-regulação quer em termos de nascimentos quer de prolongamento da vida humana. Contrariar o impulso individual de sobrevivência que leva os humanos afectados por doenças fatais a recorrer a elevados meios técnicos e científicos para impedir a evolução natural da vida, é algo que inevitavelmente terá quer ser equacionado. Conceder que a própria morte é um bem para a humanidade e que por isso não há que evitá-la poderá tornar-lhe comum, num futuro não muito longínquo.
 
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Ai que susto...
matreco2011 (seguir utilizador), 1 ponto , 15:55 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
"Mulheres continuam a ter menos filhos do que na década de 1960, mas nem por isso somos menos." - por momentos assustei-me; pensei que os homens tinham começado a ter crianças...
 
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    Re: Ai que susto...    Ver comentário
Annia (seguir utilizador), 1 ponto , 18:00 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
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wahoo (seguir utilizador), 1 ponto , 20:40 | Quinta feira, 27 de outubro de 2011
alguem vai ter que morrer...

 
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