17/05/2012 atualizado às 0:09
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3,2 mil milhões euros perdidos no mar

Num estudo hoje apresentado por uma organização britânica, conclui-se que se os mares europeus fossem explorados de forma sustentável, os países da UE  ganhariam milhões de euros.

Carla Tomás (www.expresso.pt)
16:59 Sexta feira, 10 de fevereiro de 2012

A recuperação de 43 stocks de pesca nos mares do Norte, Báltico, Cantábrico e na costa ocidental portuguesa, atualmente saturados, poderá elevar as receitas anuais das frotas pesqueiras europeias em mais 3,2 mil milhões de euros por ano, o que equivale ao triplo do valor dos subsídios comunitários anuais à pesca.

A constatação resulta do estudo "Lost at Sea",  apresentado hoje pela New Economics Foundation (NEF). A investigação, que envolveu economistas, biólogos e ambientalistas, explica que a recuperação destes stocks para níveis sustentáveis pode gerar 3,5 milhões de toneladas extra de pescado e promover cerca de 100 mil postos de trabalho (mais 31% do que os atuais do setor), na União Europeia até 2020.

Para Portugal, significaria um aumento de 3,3% no emprego no setor das pescas, gerar um valor adicional de mais 10,6 milhões de euros por ano e reduzir as importações de pescado.

"Os benefícios podem vir a ser maiores para Portugal se o país investir na gestão e na investigação dos recursos marinhos, recorrendo aos fundos comunitários que recebe", explicou ao Expresso Aniol Esteban, da NEF.

O investigador espanhol, que já passou pelo Instituto Oceanográfico português, lamenta que os Governos de Portugal e de Espanha não invistam mais na investigação das suas áreas marinhas. O que impediu os investigadores de apresentarem dados para o mar Mediterrânico.

Para já, os principais beneficiários da restauração de 43 dos 150 stocks pesqueiros inventariados seriam o Reino Unido, a Alemanha, a França e os países escandinavos.

O estudo tem uma perceção conservadora do que se pode retirar de forma sustentável dos mares, mas garante que se os seus conselhos forem seguidos é possível obter peixe suficiente para alimentar a procura de 160 milhões de cidadãos europeus.

Rupert Crilly, um dos autores do estudo, salienta que  "a sobrepesca é má para a economia" e recorda que os ministros europeus das pescas "estão a deitar fora milhões de euros e milhares de empregos todos os anos ao permitirem que a situação se mantenha como está".

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Os Portugueses e o Mar
amos (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 19:40 | Sexta feira, 10 de fevereiro
É uma área de excelência para este governo investir uma vez, que existem fundos comunitários para refazer as áreas de pesca sobre exploradas por anos a fio de pesca de arrasto. Espero que a senhora ministra da Agricultura e Pescas olhe com olhos de ver, não o imediato, mas aquilo que num futuro mais ou menos remoto, trará riqueza aos portugueses e aos cofres do estado, uma vez que temos a maior área marítima dos estados componentes da União Europeia.
 
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'3,2 mil milhões euros perdidos no mar
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 20:13 | Sexta feira, 10 de fevereiro
Esta notícia também poderia estar colocada na secção de ciências. O que é que ela diz?

Basicamente que o equilibrio entre o que se pesca e o que o mar gera está neste momento bem abaixo do que aquele que poderia ser. Nem tudo o que o mar gera, é directamente aproveitável. Para se chegar ao atum, por exmplo, temos luz solar e nutrientes, temos plancton, zoo-planton, toda a cadeia alimentar até às espécies comercializáveis. A quantidade destas que esta cadeia poderia alimentar é considerávelmente superior à que hoje pescamos... o problema é que a sobre-pesca já apanhou muitos dos pais que poderiam repopular os mares. Sobre-pesca é por definição comer mais do que o mar consegue repor de forma sustentavel. Só temos dois caminhos: pescar o mesmo, menos ou mais, e aceitar pescar muito menos constantemente, ou agir inteligentemente e ganhar eventualmente mais 3 mil milhões de Euros por ano em pescado, todos os anos!
 
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...Portugal ... o mar e o pescado na Europa (UE)
Tolasnuno (seguir utilizador), 2 pontos (Bem Escrito), 20:29 | Sexta feira, 10 de fevereiro
É disto que eu me espanto! Temos a maior área marítima da Europa, considerando o triângulo Continente, Madeira e Açores, e o Estudo refere que poderemos "lucrar" no futuro em cerca de 10,6 milhões ano, ou seja 3,3% de aumento de emprego no sector. Bom, parece não é? Mas só 10,6 Milhões em 3,2 mil milhões e 3,3% em 31% do total estimado de crescimento de emprego para toda a Europa? Isto não bate certo, certo? Ou a minha máquina de calcular tá "zarolha"? Agora é que a gente se vai ferrar de novo, com o tema das quotas, só pode! Como no passado, quando entrámos na CEE, ficámos lixados em quotas de pescado e agricultura, contra dinheiro para alcatrão! Vai lá vai, até a barraca abana! E "BIBA" a Democracia, ou melhor, a partidocracia deste Portugal e desta Europa! Mas sim, entreguem a Biólogos e Técnicos desta área os comandos dos assuntos técnicos e científicos, ajustando as contas desta gente, ao que parece um pouco desajustadas! Vamos investir nesta área sim, criar alternativas e espaços biológicos controlados para a procriação em ambiente saudável da bicharada do mar, que é muito boa na mesa, após assada ou cozida! E quando isso for feito, então passamos a exportar peixe, como deveríamos! E importamos, acreditam? Importamos e toneladas dele todos os anos!! Cpts
 
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    Re: ...Portugal ... o mar e o pescado na Europa (U    Ver comentário
jpafonso (seguir utilizador), 2 pontos , 2:32 | Sábado, 11 de fevereiro
Que grande trabalheira!
héraut (seguir utilizador), 1 ponto , 15:18 | Domingo, 12 de fevereiro
Isso seria uma dor de cabeça para os políticos! De água, do que eles gostam mesmo, é a das piscinas e das praias algarvias, num bom "resort", com um bom campo de golf integrado e com restaurantes de qualidade. Quem paga as contas? Ah! Os do costume.
 
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nao é sacar ao mar tudo "custe o que custar"
thais de noronha (seguir utilizador), 1 ponto , 19:05 | Domingo, 12 de fevereiro
o mar, sem duvida, pode ser uma area a desenvolver, e falo de nos portugueses de portugal, pois nao querendo o mal dos outros, na realidade quero, bestialmente, o bem de todos nos!

mas, ha um mas...tal como em todas as areas da natureza! com a "natureza" humana?!?, o equilibrio do seu "uso" deve ser analizado, acautelando-se, com regras bem elaboradas e vinculativas à possibilidade de exploraçao, pois que os exageros que nos, homens, temos cometido e cometemos, nos equilibrios do planeta, deve-nos imprimir consciencia, no presente para o futuro, de forma a abordarmos racional e em consonancia com a realidade ecologica, a manter!

nao é sacar ao mar tudo "custe o que custar"!
 
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