23/02/2012 atualizado às 14:08
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Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia de nada

Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
8:00 Terça feira, 31 de janeiro de 2012

Confesso que há coisas que não esperava assistir na minha vida. 65 anos passados do fim da II Guerra, do perdão europeu e americano ao criminoso expansionismo alemão, de todas as concessões para garantir a paz, da construção do que viria a ser uma União Europeia baseada na boa relação e solidariedade entre os europeus, do enorme apoio que a Alemanha recebeu da Europa para a sua reunificação e da ajuda que o euro significou para a sua economia, a proposta de uma segunda "ocupação" de Atenas, através do sequestro da sua soberania orçamental por Berlim, é mais do que um insulto à memória coletiva da Europa. É um ato hostil contra um país da União.

Na Grécia, segundo sondagem recentes do semanário Epikaira, os partidos contra o acordo com a troika representam já quase 40% dos votos. Os dissidentes de esquerda do PASOK têm 13% e os comunistas do KKE e a esquerda do Syriza (o BE lá do burgo) 12,5% cada um. A direita fica abaixo da soma destes partidos (Nova Democracia com 30,5% e os extremistas do Laos com 6%) e os antes poderosos socialistas com uns humilhantes 12% (arriscam-se a transformar-se na quinta força política). A reação à loucura de Bruxelas já se sente na Grécia e o governo de "tecnocratas" começa a ter pouca margem de manobra. E isto explica a frase do ministro das finanças grego, Evangelos Venizelos: "quem põe um povo perante um dilema entre a ajuda financeira e a dignidade nacional ignora as lições da históricas fundamentais". Ponham muitas aspas em "ajuda" e têm a verdade nua e crua do que está em causa.

E não, não me venham de novo com a falta de paciência dos alemães para o mau comportamento do Sul. Socorro-me das palavras de Anatole Kaletsky no "The Times": "A verdadeira causa do desastre do euro não é a França, a Itália ou a Grécia. É a Alemanha. O problema fundamental não reside na eficiência da economia alemã, embora tenha contribuído para a divergência dos resultados económicos, mas no comportamento dos políticos e banqueiros centrais alemães. O Governo alemão não se limitou a vetar permanentemente as únicas políticas que podiam ter colocado a crise do euro sob controlo - garantias coletivas europeias para dívidas nacionais e intervenção em grande escala do Banco Central Europeu. Para piorar a situação, a Alemanha tem sido responsável por quase todas as políticas erradas postas em prática pela Zona Euro, que vão desde subidas loucas da taxa de juros no ano passado pelo BCE até exigências excessivas de austeridade e perdas bancárias que agora ameaçam a Grécia com uma bancarrota caótica."

O melhor retrato da cimeira de ontem é este: enquanto, nos salões, os governantes continuam cegos ao que se passa na Europa, Bruxelas estava paralisada por uma greve geral, o que obrigou os chefes de Estado a deslocarem-se para a cimeira de helicóptero e a usarem bases militares. O caos que a medíocre classe política europeia está a criar na Europa poderá vir a ter um preço bem mais alto do que se imagina.

À peregrina ideia dos alemães aconteceu o que tinha de aconteceu: morreu. Foi até aprovado um pacote pelo emprego e até ouvimos umas frases redondas sobre o crescimento. E segue, através do "pacto orçamental", a imposição de défices burocráticos à custa da ruina das economias que só garantem um ainda maior desequilíbrio nas contas públicas (que, vejam bem, dependem da saúde económica dos países).

Casar a austeridade com o crescimento, é o que se defende. Parece que vai demorar algum tempo até que se perceba que austeridade e crescimento, em plena crise económica, é um matrimónio sem futuro. Mais esta aspirina, sem as medidas que são defendidas por Kaletsky no "The Times", terá o mesmo efeito que as medidas decididas nas anteriores cimeiras. Está, portanto, tudo na mesma. Ficamos à espera de saber qual a sentença para os gregos. Provavelmente ficarão mais tempo ligados à máquina, sem a esperança de sobreviver a esta criminosa "cura".

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Da assustadora ousadia alemã uma mão cheia
Toni 2 (seguir utilizador), 4 pontos (Bem Escrito), 10:17 | Terça feira, 31 de janeiro
Continuamos a dar voltas e a tentar encontrar o caminho, mas vamos dar sempre ao mesmo sítio. Os EUA nunca acreditaram nesta União e sempre a viram como uma anedota. O resto do Mundo olhava-a com desconfiança, mas também com esperança e até alguma inveja. Ela nasceu de um grupo restrito de homens que viam para lá do muro, mas que sabiam o que queriam e até onde podiam ir. Hoje o mal é que temos à sua frente gente que não sabe nem o que quer, nem para onde vai , nem para onde quer ir. Acaba provavelmente assim um sonho lindo, num pesadelo. Portugal, Grécia, Espanha, Itália etc. ficam pior que a Alemanha, França, Holanda etc., mas ninguém tenha duvida que todos vão sofrer e muito. Para já o primeiro grupo , vai deixar de comprar, ao segundo não só produtos alimentares, mas também carros de combate aviões e submarinos, mas antes vai deixar de lhe pagar o que lhe deve, porque lhe venderam esses produtos. Os primeiros vão ficar sem o braço, mas os segundos sem a mão. Uma irresponsabilidade em que todos perdem.

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    Os EUA respeitam a Europa    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 11:32 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Os EUA respeitam a Europa    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:54 | Terça feira, 31 de janeiro
    o toni não lê o que escreve,mas isso já se sabia    Ver comentário
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 16:38 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: o toni não lê o que escreve,mas isso já se sab    Ver comentário
Toni 2 (seguir utilizador), 2 pontos , 18:41 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Da assustadora ousadia alemã uma mão cheia    Ver comentário
a_Razao (seguir utilizador), 1 ponto , 21:56 | Terça feira, 31 de janeiro
Simplificação
moncarapacho (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 11:36 | Terça feira, 31 de janeiro
Acho que DO reduz a questão pondo o odioso na Alemanha e absolvendo Grécia e Portugal por andarem décadas a consumir a crédito.
Claro que quem emprestou tinha na mira o lucro e não merece grandes lamentos.Temos é que reconhecer o direito de fechar a torneira,quando o retorno é improvável.
Entrámos nos empréstimos políticos e há que admitir a imposição de medidas para corrigir a situação.
Pela informação disponível a Grécia não se tem esforçado ao ritmo desejado e já não se acredita na sua convicção de emenda.A posição alemã de querer um comissário a controlar o orçamento grego, foi uma gaffe,que Merkel procura emendar.
Mas indicia bem a desconfiança reinante.
Na minha opinião Portugal deve continuar a vender a imagem de cumpridor dos acordos.Isso pode ser o passaporte para conseguir mais tempo e mais dinheiro, se bem que a palavra de ordem é negar a pés juntos.

Alguém mais qualificado que apresente outra alternativa.....
 
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UE: União económica e política.
JJFF (seguir utilizador), 3 pontos (Interessante), 12:00 | Terça feira, 31 de janeiro
A União Europeia tem sido construída essencialmente numa vertente económica a qual, devidos a efeitos de contágio entre países, tem originado muita turbulência mesmo em países de economia mais forte, tornando inevitável uma maior acção comum na vertente política. É nesse âmbito que a Sr. Angela Merkel legitimamente pretende exercer um maior controlo das finanças públicas gregas e que tanta indignação tem gerado no país da UE em maiores dificuldades. Percebe-se a indignação, mas os cidadãos deste país têm que estar preparados para esta forma de intervenção europeia que implica partilha de soberania. É verdade que se a Alemanha estivesse na posição contrária seria relutante a aceitar semelhante controlo vindo do exterior, mas também é verdade que já passaram por situações mais humilhantes após a 2.ª guerra mundial e as ultrapassaram com sucesso. Cabe à Grécia fazer o mesmo e a Portugal evitar chegar à situação grega.
 
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Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)
CM84 (seguir utilizador), 3 pontos (Bem Escrito), 12:11 | Terça feira, 31 de janeiro
Após demorados conciliábulos, conclui que o marxismo-leninismo foi ultrapassado pela história. Décadas de goradas lutas contra o grande capital, moveram os lusitanistas, tendo como base programática o marxismo, a conseguir a 1ª vitória. Onde falharam greves e mesmo guerras, venceu a acção lusitana: pedir e não pagar.

E após um processo complexo de discussões sem fim, prevaleceu a tese da contradição. Foi reconhecido como essencial para a vitória da revolução, o princípio, no seio dos M-L, de um peso, duas medidas.

Para um marxista-lusitanista, a contradição é revolucionária

E a principal tarefa de um M-L, é combater os anátemas liberais destituídos de qualquer sentido, como as palavras de ordem contra-revolucionárias: “ganda lata”, ou mesmo “cara-de-pau”. Tudo porque um dos principais introdutores do lusitanismo no marxismo, Daniel Oliveira, ter ameaçado o povo madeirense com represálias, caso votassem no gajo.

Acusou os madeirenses de “más-escolhas” – sendo uma não-contradição na contradição, visto que o lusitanismo prevê a chamada análise na dualidade: “quando-nos-toca-a-nós”, versus, “quando-toca-aos-outros”

À Madeira exigimos satisfações do que emprestamos. À Alemanha, exigimos que emprestem sem satisfações.

O contribuinte alemão pagar, é a democracia a funcionar. O contribuinte português pagar, é um ataque à democracia e aos sagrados direitos consignados na Constituição

Viva o marxismo-lusitanismo
 
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    Re: Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)    Ver comentário
Olisipone (seguir utilizador), 1 ponto , 18:26 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:00 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)    Ver comentário
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 20:30 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)    Ver comentário
CM84 (seguir utilizador), 2 pontos , 21:15 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Efabulações de um M-L (marxista-lusitanista)    Ver comentário
Expedita (seguir utilizador), 1 ponto , 21:24 | Terça feira, 31 de janeiro
Se Louçã (des)governasse Portugal!
águiadois (seguir utilizador), 2 pontos , 8:30 | Terça feira, 31 de janeiro
Não havia dinheiro para pagar salários:é este o discurso politico do Bloco que se "marimba" para pagar´o que pede emprestado.A economia tem razão neste ponto:é preciso dar garantias a quem empresta.Aí cabe á politica no poder corrigir o que está errado no País,para no futuro HONRAR compromissos.
É disso que a Alemanha fala:honrar os contratos.E entre gente séria,tem que ser assim.
 
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    Re: Se Louçã (des)governasse Portugal!    Ver comentário
Olisipone (seguir utilizador), 2 pontos , 18:57 | Terça feira, 31 de janeiro
DO
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 10:29 | Terça feira, 31 de janeiro
A Alemanha pode ter cometido os seus pecados criminosos, mas não pagou já por isso ou é preciso gente como o Sr., para estar sempre a lembrar!
Porque não fala da Rússia ou a China que são exemplares na aplicação dos direitos humanos.
A esquerda chuchalista não constrói, destrói e mina tudo à sua volta.
A Alemanha tem saído sempre de crises sempre à sua custa a bem ou a mal e ainda tem contribuído para um bem-estar na economia global e tem assumido sempre os seus erros.
Agora diga-me qual o país socialista que tenha singrado democraticamente no mundo, sem ser à custa de trabalho escravo ou ditaduras?
Enxergue homem.
 
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    Re: DO    Ver comentário
thavid (seguir utilizador), 2 pontos , 10:53 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 11:06 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 2 pontos , 13:36 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 13:40 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 14:17 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 14:23 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 15:10 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:39 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 15:20 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: DO    Ver comentário
caprylm56 (seguir utilizador), 2 pontos , 15:38 | Terça feira, 31 de janeiro
    Conversa entre comadres...    Ver comentário
MicaelCM (seguir utilizador), 1 ponto , 20:09 | Terça feira, 31 de janeiro
    Conversa entre comadres...    Ver comentário
MicaelCM (seguir utilizador), 1 ponto , 20:10 | Terça feira, 31 de janeiro
Então e...?
poiz (seguir utilizador), 2 pontos , 16:41 | Terça feira, 31 de janeiro
Que solução propõe?
É muito bonito dizer-se que "austeridade e crescimento, em plena crise económica, é um matrimónio sem futuro"...
Mas qual a solução?
Como cresce?
Injectando dinheiro que não há?
Propondo umas semanitas de trabalhos forçados? Cobrando mais impostos aos ricos para redistribuir?
Fazendo a Alemanha dispensar parte da sua riqueza aos PIGS? Nós fazemos o mesmo com a Madeira?
A causa da crise não foram os desvarios orçamentais dos países do Sul, com a Grécia à cabeça?
É fácil dizer que os alemães são uns grandes fdp's! Porque não expeimenta o Sr. DO, sempre tão bem iluminado, a ir passear até aos países do norte da Europa e perguntar aos locais o que pensam da crise e dos países do Sul?
Um conselho, não diga que é português, diga antes que é turco ou algo do género. É só para salvaguardar a sua integridade física...
 
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Umberto Eco afirma que a "informação demais faz
Rio Grande (seguir utilizador), 2 pontos , 18:56 | Terça feira, 31 de janeiro
mal", dizendo que a internet é perigosa para o ignorante e útil para o sábio, pois ela não filtra o conhecimento e congestiona a memória do usuário. É como as notícias sobre a Grécia têm sido veiculada. E como, de certo modo, as pessoas estão condicionadas a aceitar que, a versão alemã de intervenção, de fato tem valor e deve ser aplicada. Há os que se batem contra, mas dá para notar que muitos têm aplausos e, isso além de ser curioso é, também, um indício de como a ideologia distorce os pilares da harmonia. Para não ir muito além, denegrindo a inteligência. Rio Grande
 
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Re: Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia
couvegalega (seguir utilizador), 1 ponto , 8:59 | Terça feira, 31 de janeiro
A Alemanha não se está a portar bem, de facto!
Mas quem escolheu este caminho fomos nós e não Eles.
Conhecendo-os como conhecemos, um povo trabalhador, orgulhoso mas com laivos de xenofobia, devia-mos ter tomado todas as cautelas.
Já agora, em relação à reunificação Alemã, de facto o Ocidente apoiou-os mas a factura foi só paga por eles.
 
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    Re: Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 13:41 | Terça feira, 31 de janeiro
    Re: Da assustadora ousadia alemã a uma mão cheia    Ver comentário
couvegalega (seguir utilizador), 1 ponto , 14:27 | Terça feira, 31 de janeiro
Força alemã
MicaelCM (seguir utilizador), 1 ponto , 10:38 | Terça feira, 31 de janeiro
A força alemã na UE tem que ser, em primeiro lugar, batido dentro das fronteiras da própria Alemanha, ou seja, a esperança de Portugal, bem como dos restantes países com problemas financeiros, é o povo alemão!
A única pressão e voz de contestação que Merkel ouvirá, será a do seu povo, (algo que, surpreendentemente, não acontece no nosso país).
Resta-nos, entretanto, ver os nossos direitos laborais esmagados, o nosso poder económico reduzido e, consequentemente, o nosso poder na Europa enfraquecido. Somos os bons alunos dos professores "Friedman" rumo ao protectorado.
Ou erguemo-nos para fazer do nosso país um país justo e equitativo ou ver-nos-ão daqui a uns anos na miséria (85% da população) a fazer um novo 25 de Abril.
Porque não vamos rezar á espera do povo alemão é preciso consciencializar-mos.
 
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caras
Maxx (seguir utilizador), 1 ponto , 10:56 | Terça feira, 31 de janeiro
...uma mulher de esquerda censurada pela lapela de esquerda... não só são presunçosos como nem sabem as asneiras que dizem por vezes... falta-vos alguma se não muita humildade para se poderem exergar. Caso contrário cá estaremos para vos desacatar.
 
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A Diabolização da Alemanha
José Pasternak (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 11:32 | Terça feira, 31 de janeiro
Lá vem frei Daniel com a conversa do coitadinho pobrezinho que tão bons frutos deu apartir de Outubro de 1917...

Já se disse aqui que a Alemanha, na entrada para o século XX, antes da guerra, era uma ameaça aos antigos impérios, Inglaterra, França e Rússia. Foi por isso que pagou as favas da I GG, e foi pelas imposições a ela aplicadas que se deu a II GG... Frei Daniel quer apresentar o resto da Europa como imaculada... e a Alemanha como a única causa e principal instigadora dos dois conflitos mundiais, que ainda por cima se aliou ao seu inimigo interno, o senhor José Estaline... Essa vergonha para os revolucionários bem intencionados.
 
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Estupidez
Neo-Albatroz (seguir utilizador), 1 ponto , 12:34 | Terça feira, 31 de janeiro
O relativo sucesso económico da Alemanha leva-nos a ignorar uma outra realidade: os alemães, de uma forma geral, são estúpidos. São inflexíveis, não sabem ajustar-se às realidades, só sabem funcionar com o livrinho de instruções. Por alguma razão perderam as duas guerras na Europa. Porque sabem planear tudo muito bem mas, quando o adversário fez coisas inesperadas, a Alemanha ficou sem saber o que fazer. Gente assim não pode dirigir nem condicionar a Europa. Ponham-nos a dirigir empresas, não os ponham a dirigir povos ou países.
 
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    Re: Estupidez    Ver comentário
Diego De La Vega (seguir utilizador), 1 ponto , 20:54 | Terça feira, 31 de janeiro
O comunismo existe
BartolomeuLanca (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 13:00 | Terça feira, 31 de janeiro
...graças ao capitalismo.
 
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PERIGOSÍSSIMO ERRO!
Olisipone (seguir utilizador), 1 ponto (Normal), 14:15 | Terça feira, 31 de janeiro
ERRO fatal: pensar que alguma vez, no espaço europeu, as Nações se encontrariam em pé de igualdade.

Nem sequer no plano político isso alguma vez foi verdade, e muito menos no plano económico.

Mesmo sem a crise internacional, 26 anos de "integração europeia" produziram o pior dos resultados. Portugal não se integra, definha com a concorrência e não consegue conter as importações. Utiliza uma moeda que não controla e que dificulta as suas exportações. E acumula dívidas para responder a padrões de desenvolvimento que não são sustentáveis sem financiamento externo.

A crise é fruto das crenças. E é tanto maior quanto essas crenças são muito divergentes, e quanto mais elas se afastam das realidades quer externas quer internas do país em que vivemos.

Portugal importou no ano passado 53,7 mil milhões e só exportou 39, dos quais 38,8 da UE, e 29 para a UE, respectivamente!!! Ou seja, houve um défice da Balança Comercial de 14,7 mil milhões, e os 29 mil milhões das exportações para a UE representam apenas 17% do PIB!!!

O que interessa é PRODUZIR PARA O MERCADO NACIONAL, para evitar importar mais do que se exporta e criar emprego!!! E Portugal só é competitivo FORA da UE: só tivémos lucro com as exportações para os EUA e para Angola!!!

PORTANTO, só faz sentido DEFENDER SIM A SAÍDA DA UE E DO EURO, declarando INCUMPRIMENTO da Dívida, e ASSUMINDO O NOSSO PRÓPRIO DESTINO!!! Portugal não tem qualquer competitividade nos mercados europeus!!!
 
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